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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Rock in Rio 2013!! Bruce Springsteen, John Mayer, Gogol Bordello, Novos Baianos,...

21/09/2013
ahahaha eu e meus posts backlogs! Já que faz exatamente 1 ano e só pra não desperdiçar o que tinha escrito e tava esquecido nos rascunhos. Hora de postar isso antes que chegue a próxima edição do Rock in Rio e eu fique com esse post empacado aqui nos meus rascunhos. Então, depois de viver uma experiência bacana no Rock in Rio em 2011 (relatada aqui) e ter dado uma baita sorte e ter conhecido a edição espanhola do festival (aqui), voltei ao Rock in Rio. 
Todas as fotos minhas
Novamente, comprei o card e só decidi a data após anunciarem as atrações do Palco Sunset, mesmo que já estava praticamente decidido que iria no dia de Skank e Bruce Springsteen, The Boss!! E ainda com o plus do John Mayer!! Pra mim, não teve data melhor nessa edição.
Beto Lee workando e Thiago Lacerda, que tá de parabéns!
Em 2011 deu um aperto no coração em ter ido direto ao Palco Mundo e ter perdido ótimos encontros como Jorge Drexler e Tiê, Júpiter Maçã e Cidadão Instigado, Zeca Baleiro, Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes no Sunset, mas esse ano não. Entramos na entrada do lado direito, a qual devido a linda organização (ironia) não tinha fila, era tudo junto, tipo boiada. Cara, se eu tivesse ali para tentar pegar um bom lugar no palco mundo iria querer matar os Medinas. Entramos na abertura dos portões, demos uma boa caminhada e olhada pela cidade do rock, com calma, bem diferente que em 2011.
Haters gonna hate, mas não tem festival que passa a sensação que dá sempre que se entra na Cidade do Rock, a música tema do festival tocando, os funcionários das “barraquinhas” recepcionando a galera, um céu lindo azul, sério, o RIR sabe fazer isso como ninguém. Sem falar no ingresso, como tinha comprado pelo card, eles te enviam uma linda caixinha já para ir entrando no clima. Abertura dos portões, fazer essa caminhada, comprar água, aí foi só o tempo de escolher o lugar no palco Sunset para o RIR iniciar o dia oficialmente.

Jovanotti + Orquestra Imperial
O dia já começou bem pra cima, Lorenzo Jovanotti acompanhado da grande Orquestra Imperial, mesclou excelentes músicas suas com músicas brasileiras, ou seja, uma ótima espécie de rap italiano com samba brasileiro. Um cara perto de mim berrou “quebra tudo" quando o Jova entrou no palco e ele respondeu algo como "no ti capisco, ma va beníssimo". Abriu o show homenageando o Brasil com uma Jam. Penso Positivo do italiano foi uma excelente passagem, mesmo já conhecendo a música, nem tentei cantar junto porque não consigo neh rs
Aí veio uma grande sequência de músicas brasileiras para revesar os muitos cantores da Orquestra: Lugar Comum do Gilberto Gil, Sem Compromisso de Chico Buarque com Moreno Veloso, Duani cantando Você de Tim Maia, Brasil Pandeiro dos Novos Baianos com Emanuelle Araújo, a excelente Me Deixa em Paz do grande Milton Nascimento na voz de Nina Becker, e ainda teve a participação do sambista Wilson das Neves para cantar O Samba é Meu Dom.
Só então que voltou para as músicas do italiano com L’ombico del Mundo, em que ele desceu pra galera, o único a fazer isso no Sunset nesse dia, pena, justo quando tô na grade rs. E encerrou o show muito bem com Popcorn, um ótimo encontro, pena que queria ter ouvido mais o Jova, mas valeu a brincadeira!


Pepeu Gomes + Moraes Moreira + Roberta Sá
Sério, nunca achei que veria isso na minha vida!! Pepeu Gomes e Moraes Moreira, na minha frente cantando Novos Baianos, até arrepia!! hehehe, mas é verdade! E ainda com a participação da ótima Roberta Sá, e claro do público! Para homenagear Baby Consuelo, Roberta usou uma blusa com uma foto da Baby.
Um excelente encontro familiar que o maior favorecido foi o público, Pepeu com seus irmãos Didi Gomes e Jorginho Gomes, Moraes com o filho Davi Moraes, Roberta convidada,,... com um setlist que passou pelas principais músicas dos Novos Baianos, grande maioria parte do considerado melhor disco da música brasileira (que também concordo), Acabou Chorare, como Mistério do Planeta, A Menina Dança, Tinindo Trincando, Brasil Pandeiro e também composições do Pepeu: Um Raio Laser e Eu Também Quero Beijar e do Moraes: Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira, Pombo Correio e Festa do Interior. Que setlist fueda!
Pepeu Gomes brinca com a guitarra, Moraes não tem mais a mesma voz de antes, mas não me importa, só de começar o show ouvindo Mistério do Planeta esqueço esse detalhe, e aquele dedilhado que ele faz com a guitarra é único. Didi Gomes é um dos melhores baixistas que já vi tocando, e se tem dúvidas, é só ver o que ele fez em Um Bilhete para Didi. Davi Moraes também toca muito, mas também neh, olha o meio familiar em que cresceu! Roberta Sá foi uma excelente aquisição para esse reencontro de Pepeu e Moraes, uma excelente voz da música brasileira e esbanja simpatia. Saiu do palco em acho que Pombo Correio e teve que voltar para ficar no cantinho porque o povo ficou berrando seu nome. Só acho que ela deveria ter cantado A Menina Dança, música que pede voz feminina.
Que encontro!
O público nesse show era composto por todas as gerações, famílias, até Thiago Lacerda tava por ali pertinho, multiplica senhor! Foi lindo! Decidi gravar só uma música, Preta, Pretinha, mas acabei gravando a mais longa, braço doeu pra caramba, mas foi um baita momento registrado:
Minha mãe viu o vídeo e ficou “ahhh esse show queria ter visto!” tadinha. Fecharam o show com praticamente um hino brasileiro Brasil Pandeiro, "Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor", num show que por mim poderia durar bem mais, delícia demais um encontro desses!

Ivo Meirelles com a bataria da Mangueira + Elba Ramalho + Fernanda Abreu
A noite começou a cair na Cidade do Rock ao som de vários ritmos da música brasileira, acompanhados pela Bateria da Mangueira! Aquela mesma ótima estratégia da Mangueira de utilizar duas baterias no carnaval de 2013 foi repetida no Rock in Rio, e o efeito foi tão bom quanto, mesmo com alguns detalhes negativos.
O setlist começou com a bateria da Mangueira mandando o Hino Nacional ao ritmo de samba, com todos os integrantes mascarados, em referência aos protestos de junho.
Aí veio um festival de covers cantados pelo Ivo Meirelles, por mim, o Ivo ficava só no comando da bateria, o que ele faz muito bem, já que cantando não teve um efeito lá muito bom, e até as letras ele errava “um livro sem sinal, livro sem sinal”. Fizeram uma versão de Cocaine, que melhor é não comentar, rolou A Namorada, Get Up do James Brown, Pagode Russo...
Mas o negócio ficou bom mesmo quando entrou Elba Ramalho para cantar sucessos nordestinos como Frevo Mulher, Qui Nem Jiló e Eu Só Quero um Xodó, a mistura desse ritmo com a bateria da Mangueira ficou ótima, rolou até trenzinho e túnel no público, puro baião, pena que o som do Palco Sunset estava uma porcaria nesse show, mal se ouvia a voz maravilhosa da Elba!
A segunda convidada também sofreu com o baixo som dos microfones, a carioquérrima Fernanda Abreu mandou o hino carioca que caiu como uma luva num dia de calor e movimento como foi esse, Rio 40º, seguido de Veneno da Lata, que também fica excelente com a bateria da Mangueira. Finalmente vi Fernandinha Abreu ao vivo, anos querendo que isso acontecesse, mesmo que por pouco tempo, valeu!
Ahhh! Quando crescer quero ser como a Fernanda Abreu e a Elba Ramalho! Inteiraças ainda!
Rolou ainda Eclipse Oculto, Descubridor dos 7 Mares e pra fechar Vou Festejar com todos no palco, teve até participação do rapaz que distribuía PlayStation no SBT e que não tava lavando o cabelo.

A mistura ficou bacana, mesmo com falhas no som, foi divertido!

Skank
Não vi Skank abrindo o Palco Mundo! Foi o que mais me doeu nessa edição. Skank é minha banda nacional favorita, mas era ver Skank pela 3ª vez, meio que de longe ou ver Gogol na grade, também pela 3ª vez, fiquei com Gogol, já que era turnê nova, e Skank faria praticamente o mesmo show do Rock in Rio em 2011, e foi assim mesmo, até as falas nas músicas, porém teve as participações de Emicida abrindo o show com Presença e de Nando Reis em Resposta. Foda foi ter que ficar ouvindo o show de longe enquanto esperava Gogol, vontade de sair correndo, mas fazer o que, escolhas. Pelo menos no Gogol ganhei um close na Multishow rs.


Gogol Bordello + Lenine
Fiquei esperando aparecer algum vendedor de cerveja antes do show mas nada, já que iria sair dali depois e sacomé, Gogol Bordello é show que pede cerveja.
A quebraceira já começa com We Rise Again, a primeira do disco mais novo deles, Pura Vida Conspiracy seguida pela também agitada Not a Crime.
“Gogol Bordello Família, amamos Brasil!”, aí com My Companjera, Inmigraniada (We Comin’ Rougher) e Break the Spell virou tudo uma “f***** party” punk cigana de vez. “Inmigração em todo mundo”.
“Start wearing purple wearing purple laralarala, start wearing purple, for me now” Ay gente, por um mundo com um show do Gogol por mês, pelo menos, pqp que show que faz bem!
Levei bronca do Pedro Erazo porque uma hora tava tirando foto quando era para bater palma, olhou pra mim bem sério, pediu as palmas, bati palmas, aí ele riu e mandou um joínha hehehe
Foi o meu terceiro show do Gogol e pela primeira vez que vi um show com a Elizabeth Sun nos vocais. Ahh, e claro, o vinho do Eugene Hütz tava lá para molhar a gente.
A participação de Lenine foi bem menor do que imaginaria que seria, ficou apenas para o final do show, curti, mas deu uma esfriada no show, principalmente depois de Break the Spell vir com O Mundo, mas o melhor foi o Eugene cantando em português “o mundo é esfirra de carne”. E depois mais uma de Lenine, Alzira e a Torre, com direito a País Tropical no final.
Para finalizar as músicas do Gogol no setlist, Malaaaaandro, Malandrino com também Lenine. E para fechar esse encontro Pagode Russo de Luiz Gonzaga.
No Rock in Rio Madrid vi Gogol Bordello no palco principal, talvez no Brasil já fosse a hora disso acontecer, mesmo achando que Gogol combina com a atmosfera festiva do Sunset, o público do Sunset daqui é bem mais caloroso e receptivo, em Madrid não deu muito certo talvez porque lá na versão espanhola o público em grande maioria só tava para esperar Red Hot Chili Peppers e não souberam aproveitar o show.

Lenine
Lenine encerrou as atividades no Sunset com um show solo, da turnê Chão, mas acabei não vendo porque fui tentar pegar um lugar no Palco Mundo.

Phillip Phillips
Enquanto me preparava para assistir os shows no Palco Mundo, o rapaz para quem eu torci no American Idol fazia no Rock in Rio o maior show da sua carreira até então, para 80 mil pessoas. Nem pude assistir dignamente Get Up Get Down, consegui me posicionar para ver o show só em Gone, Gone, Gone.
É um show simples, sem nada de especial, mas é um show bom de se assistir vai, é só não criar muita expectativa. Num setlist bem curto, tocou Thriller de Michael Jackson e Let’s Get It On do Marvin Gaye.
Fechou o show com a música mais famosa dele, Home, que fez muito sucesso por aqui já que fez parte de trilha sonora da novela Sangue Bom, aliás, foi a música que fechou a novela. Ficou bonito o público cantando e acompanhando com os braços pra cima “ooooohh ooooohh”. 
Mas particularmente, queria que no lugar do Phillip, Matchbox 20 tivesse pego esse espaço no dia 21.

Acho que o pior momento de público com apertos e empurrões foi antes de começar o show do Joãozinho, se bem que nem foi tanto assim, mas teve.

John Mayer
Com 6 discos na carreira, a primeira passagem de John Mayer no Brasil veio somente com a Born and Raised Tour. A música que abriu o setlist foi a primeira do disco de estreia, Room For Squares, No Such Thing, uma das minhas preferidas dele “They love to tell you ‘Stay inside the lines’ but something's better on the other side”.
E já na sequência a animadinha Wildfire, “Cause a little bit of summer's what the whole year's all about”, e não é?!
O primeiro solo de guitarra propriamente dito de John veio em Queen of California, nesse momento que entendi porque tinha tantos fãs homens no público. Outro show de solo com aquele estilo dedilhado veio na excelente Slow Dancing in a Burning Room.
A banda sai de cena e fica somente John com o violão no palco num momento em que acredito que muita gente ficou rouca, cantoria foi linda em Daughters e na música que fez ele ser conhecido no mundo inteiro, Your Body is a Wonderland.
Neon, que foi bastante pedida pelo público, ficou praticamente só com uma ótima versão instrumental no violão, com um trechinho cantado por John e grande parte pelo público. Amei a parte acelerada!
A banda volta ao palco e o coral do público continua com a também ótima Waiting On The World To Change “One day our generation is gonna rule the population”. Aliás, como eu não estava ali na frente do palco, tava mais para o lado, deu para perceber como o John tem um público forte no Brasil, todo mundo sabia todas as músicas, sério!
Ayy e o que falar da linda Dear Mary de Paradise Valley, encerrada com aquele final apoteótico com o “ooOOoo...”, aliás duas vezes, já que o público voltou a cantar e John acompanhou. “Now I wonder what you think when you see me on the magazine” eu sei o que ela deve pensar “burra, burra…” rs
John ia tocar Vultures, mas como tinha muita gente pedindo Stop This Train acabou perguntando o que o povo queria, e ficou com a segunda. Na época fiquei até que putassa porque queria ter ouvido Vultures, mas agora ainda bem que ouvi Stop This Train, tão lindinha! Fechou o show com o excelente solo em Gravity, em que tocou com a guitarra no chão.
John tem uma presença de palco incrível, interage com o público, canta bem e principalmente toca muito, parece que a guitarra e o violão são brinquedinhos pra ele. Ayy quando que esse moço volta hein!! Aí ele não precisa se desculpar tanto como fez no show, mas aceito aquele dinheiro.
Por alguns minutos teria tido a baita sorte de ter visto o John no domingo, estava caminhando a tarde em Ipanema, tinha uma muvuquinha na frente do Fasano, fomos ver o que era, e ele tinha saído uns minutos antes para ir ao Maracanã ver o jogo do Botafogo.

Acabou o show do John Mayer e um mutirão saiu, e aí um baita aperto, um povo tentando sair, outro tentando chegar mais perto do palco, nessa confusão toda, conseguimos chegar perto do palco, bem mais perto do imaginava que veria, já tinha me preparado psicologicamente para ver só pelo telão pelo horário que chegaríamos ao palco mundo. A pessoa tem a chance de ver a poucos metros uma das maiores lendas da música mundial, e sai fora minutos antes do show começar, juro que não entendo! Mesmo se você não é fã do cara, um show desse não se desperdiça. Coitados desses que tiveram que ver em tudo que era manchete no dia seguinte que Bruce fez um dos melhores shows da história do Rock in Rio.

Bruce Springsteen
Chegou abrindo o show homenageando a música brasileira com Sociedade Alternativa de Raul Seixas, aí já mostra o porque o cara é chamado de The Boss!
Tô amando que cada vez mais o público brasileiro vem cantando as harmonias das músicas para acompanhar, e nesse show do Bruce foi incrível! E isso ficou evidente já na 1ª música dele, Badlands, aliás talvez a minha preferida dele (mas sempre mudo).
“Vocês estão sentindo o astral?”, em Spirit in the Night desceu para a galera (a primeira vez de muitas), chamou o Jake Clemons para fazer o solo no sax com ele ali na grade mesmo. Em Hungry Heart deixou o público cantando o primeiro verso, e depois já desceu pra galera de novo.
Então ele anuncia em bom português que irão tocar o álbum Born in the USA inteiro, e tocou o disco inteiro mesmo!! Ayy se todas as bandas tivessem a capacidade e vontade de fazer isso hein! Tocar por durante praticamente 3 horas e ainda colocar um disco inteiro no setlist. #fueda, e iniciou a música título do disco, seguindo a mesma sequência do álbum: Cover Me, Darlington County, Working On The Highway, Downbound Train, I’m on Fire (que deu uma esfriada no show), mas aí ele já recupera o público com as excelentes No Surrender e Bobby Jean, seguida de I'm Goin' Down, e a nostálgica Glory Days. Com Dancing In The Dark, além de (mais) um clássico, veio a inveja e o recalque da galera o Bruce chamou para subir no palco, principalmente da menina que tocou no violão do Bruce, mas caramba, pensa, tocar o violão do hehehe. Fechou o disco Born in the USA com My Hometown.
Em Shackled and Drawn deixou sua backvocal Michelle Moore brilhar. E em Waitin' on a Sunny Day veio um dos momentos mais ooowww do Rock in Rio, depois de passar praticamente a música toda andando pelo público, Bruce parou na grade e deixou o microfone para um menininho cantar a música. Não quero nem lembrar em quantos shows do Bruce aquele menino já foi porque é vergonhoso pra mim rs.
A excelente Land of Hope and Dreams serve para provar ainda mais porque ele é chamado The Boss e mostrar como The E Street Band é competente.
Tem momentos em show que tem arrepiam mesmo, e no do Bruce veio com o som inicial da gaita em Thunder Road, que música!!
Acho que Born to Run foi a primeira música que ouvi do tio, não lembro quando, e escutar essa ao vivo já valeu o ingresso, o dia inteiro em pé, só dá revolta por não ter sido uma das várias pessoas que tocaram a guitarra do Bruce enquanto ele passava pelo povo.
Tenth Avenue Freeze-Out foi um show a parte, subiu no piano, andou de novo pela galera, se apoiou no cinegrafista (que pra mim tem o melhor selfie ever), levou um banho no palco de Steven Van Zandt.
Mais um dos momentos para colocar nos momentos mais divertidos ever num show (assim como Here Comes The Night Time no Arcade, Parklife no Blur, algum momento num show do Gogol,...): foram os covers Twist and Shout com La Bamba, com direito a fogos de artificio para encerrar a noite no Rock in Rio. Mas quem disse que o tiozão se dá por vencido?! A música acaba, a banda se despede, e Bruce volta ao palco para finalizar de vez esse show histórico, com um violão e cantando a lindíssima This Hard Land. Mas particularmente queria que ele tivesse trocado Twist and Shout por Shout, como foi aqui. 

Se no Rock in Rio 2011 eu reclamei que o Coldplay fez um show curto para um headliner, não posso dizer o mesmo desse show. Foi a primeira vez que achei que passaria mal num show, na verdade, até hoje não entendo como não passei mal, estava podre, cheguei até ficar meio zonza. Mesmo tendo uma chuva de músicas excelentes, cheguei a pensar “acelera aí moço que num tô aguentando”, daí lembrava as músicas que ainda seriam tocadas e pensava “pho deu!” hauahauhaa
É um show fantástico, mas tem que ser solo, praticamente não aguentei depois de ficar desde as 14:30 no palco Sunset, até sei lá que horas no palco Mundo, com cerca de 2:45hrs de show. Mas vale cada minuto de dores nas pernas, o cheiro da comida vindo com o vento e todo o resto!
A “grandiosa” E Street Band também dispensa comentários, para acompanhar um cara como o Bruce, a banda tem que ser no mínimo excelente, e é o que eles são, extremamente competentes e talentosos. Linda a homenagem ao companheiro de longa data do Bruce, Clarence Clemens, agora muito bem representado pelo seu sobrinho, Jake.
Acho que o público do Bruce foi um dos melhores públicos de show que já presenciei, talvez o melhor mesmo, o povo tava ali pra curtir, dançar, cantar, não tinha aquela coisa de querer se apertar só pra ver 20cm mais de perto. Famílias, pessoas de todas as idades, tiozões, crianças cantando, todos encantados por estarem presenciando um espetáculo de um dos maiores nomes da música mundial.
E no outro dia, acordei, tomei banho, café e parecia que ainda estava no show do Bruce! 

Organização
Tirando o problema da entrada em que entram todos juntos, que segundo a organização é para evitar filas, não tive mais problemas com essa edição. Deu para comprar água fácil, tirando um ou outro ambulante que queria te vender mais caro, aí era só mandar o cara tomar no **, assim literalmente e comprar com outro, pena que não consegui pegar o número desses caras para denunciar para a organização. Banheiros (banheiros mesmo, nada de químicos) também quando precisei tive fácil acesso e estavam limpos, sem filas, o povo se aglomerava nos primeiros sendo que os últimos estavam liberados.
Fui “jantar” no início do show do Philips e também consegui comprar comida sem problemas e aglomero, com uma fila bem pequena.
Quanto a segurança não tive problema, ou melhor, ainda bem que não precisei, sem contratempos.
Tinha bastantes lixeiros espalhados por toda a Cidade do Rock e na entrada sacos de lixos eram distribuídos para quem estava chegando, mas mesmo assim não dá pra controlar o povo que jogo o lixo no chão neh.
Novamente não fui na tirolesa, roda gigante e todas as outras atrações que geravam filas, até mesmo porque o tempo da abertura dos portões já dava a caminhada para ir direto ao Sunset.
Transporte, dessa vez fui com o ônibus executivo do Rock in Rio, se paga um pouco mais caro (achei caro mesmo), tem o problema de ir atrás para comprar o ticket (não conseguiria mais online), no meu caso no Circo Voador (<3) e ter que ir até um dos pontos em que os ônibus saem. Como queríamos ir cedo, pegamos o do 1º horário, pelas 11, não pegamos trânsito, só que o problema foi que o ônibus não parou bem na frente da Cidade, parou mais no início da fila dos portões do lado esquerdo, demos uma baita volta para entrar pelo portão direito para já sair mais perto do Sunset e que tinha um pouco menos de gente. Mas para ir embora é que esse ônibus realmente serve, você podre depois de uns 7 shows, dia inteiro em pé, é só pegar um dos vários ônibus que ficam bem na saída do RIR, com vários destinos, poder ir descansando num banquinho bom.
Rock in Rio é um festival que te dá uma sensação tão boa que dá vontade de ir e nem considerar muito as bandas, sem falar que qualquer desculpa para voltar ao Rio é válida. Então RIR 2015, quem sabe, só falta o $$.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Rock in Rio, posso dizer, eu fui!

Confesso que desde quando comprei o Rock in Rio Card no final do ano passado, não estava muito empolgada em ir para o Rock in Rio, fiquei esperando umas line-ups mais “interessantes” para escolher a data da minha ida, e depois de ficar em dúvida em ir no dia 24/09 para ver o Snow Patrol ou ir no dia 01/10 que ao invés de 1 banda somente que eu gostaria de ver tinha mais. E como já tinha visto Snow Patrol ano passado no Natura Nós e não estava afim de aturar a muvuca dos fãs do Red Hot Chili Peppers, decidi ir no dia 01/10, já que teria a minha banda favorita brasileira, Skank (óbvio), que faziam somente 10 anos que não ia num show deles, Maná (que não está na minha lista de bandas e cantores latinos favoritos, mas tem músicas bacaninhas), e Coldplay, que eu não gostava, não gostava (do verbo no passado hehe).
Pichação do Chris Martin
Rock in Rio, 01/10/2011
Depois de uma noite muito bem dormida no hotel que a minha irmã escolheu (é por isso que sempre deixo essas coisas a cargo delas, nunca erram! hehehe), chegamos na Cidade do Rock de manhã, atrás da gente na fila tinha umas pessoas pessoas simpáticas, uma moça até me ofereceu protetor solar com medo de que eu me queimasse muito, devido a minha brancura hehe... e a espera na fila até que foi tranquila (mas consegui queimar os joelhos! kkk). Triste é ficar um dia esperando pelos shows que serão só a noite, sendo que você está na cidade maravilhosa, podendo estar nos calçadões de Copacabana...
E claro, como já se torna comum no Brasil, houve uma GRANDE quantidade de pessoas furando a fila, e NINGUÉM da organização do Rock in Rio para botar ordem, uma pena, provavelmente pegaria grade! hehe... #BigFailRIR

Entramos na Cidade do Rock e fomos direto para o Palco Mundo, com aperto no coração (hehe), já que a line-up do Palco Sunset estava ótima!! Pelo menos pegamos um ótimo lugar no palco Mundo, mas para o lado esquerdo, terceira/quarta fila, sem empurra-empurra nenhum!
E pelo menos deu pra acompanhar os shows do Sunset pelo telão, Jupiter Maçã e Cidadão Instigado tocando Um Lugar do Caralho foi afuder!! Depois vieram Tiê (não conhecia, mas tem um som bacana) y mi querido uruguayo Jorge Drexler, que até saiu do setlist habitual dele e tocou a Al otro lado del rio! Tocou La Edad del Cielo, tava quase chorando por não estar lá no Sunset! E ainda teve Zeca Baleiro, e depois fechou com o Tremendão Erasmo Carlos com Arnaldo Antunes.

Frejat
Me surpreendi com o show do Frejat, claro que ele sempre foi um grande nome da música brasileira, mas não esperava que o show seria tão bom como foi.
Frejat - Rock in Rio, fotos by me
Pontual, elegante e competente, abriu o show (e a noite no Palco Mundo) fazendo a galera pular com o clássico do Barão Vermelho Exagerado, 3 grandes momentos: ele com o filho adolescente Rafael tocando Malandragem (sempre quis ouvir essa música ao vivo num show!), o garoto tem “cojones”, mandou bem um solo de guitarra na frente 100 mil pessoas; e as “lentas” que fizeram todo mundo cantar junto Amor pra Recomeçar e Por Você. Caramba, que voz o Frejat tem ao vivo hein!

Skank
Skank é Skank, foi a primeira banda que ouvi em cd! É a minha banda nacional favorita. Já faziam 10 anos que estava esparando para ir num show deles novamente, já que depois daquele show em 2001 eles não voltaram mais para Joinville (whyyyy??), então, tive que ir para o Rio! hehe 
Skank - Rock in Rio, fotos by me
A sensação que um show do Skank te dá é única, só estando no meio da galera pra sentir, quando o Samuel pede pra galera levantar bandeiras, camisas em Três Lados, quando ele filma a galera em Jackie Tequila, é p h o d a! Para o show ser Perfeito com P maiúsculo só faltou a minha preferida, Tanto, mas tá certo que essa música não tem tanto o clima pra cima de um show do Skank num RIR. Foi histórico! Palmas para eles!

Maná
Bueno, me encanta la cultura latina... tá certo que Maná não está entre meus cantores e bandas latinos favoritos, mas pra tocar num Rock in Rio no Brasil foi uma das melhores escolhas, já que dentre os latinos, é a banda latina que teria mais “hits” pra um festival desse porte. 

Maná - Rock in Rio, fotos by me
Eu gostei do show, mas o público me pareceu meio morno, pelo fato do público não conhecer a grande maioria das músicas. Mas o show teve bons momentos, Andreas Kisser do Sepultura tocando guitarra em Corazón Espinado, e quando a banda tocou as músicas de novelas, Labios Compartidos e Vivir sin aire, que o povão conhecia e pode cantar junto. Fher e Cia se esforaçaram pra tentar animar o público, e até que conseguiram. Pena que não tocaram uma das antigonas deles (e a minha preferida), que as vezes eles tocam nos shows, Me Vale! Pena... mas ainda é complicado ter que ouvir o público em volta falando “banda ruim, não conheço!”... e o pior, ouvi coisa parecida no show do Jupiter Maçã, falta de cultura é foda!

Maroon 5
Eles caíram meio que de paraquedas nesse Rock in Rio depois que o Jay-Z cancelou sua participação por razões que eu desconheço (e até que não me importo), não gosto muito de hip hop, rap, e pra mim essa troca até que foi melhor. Do Maroon 5 tava bem por fora do setlist, só sabia basicamente os hits e as músicas do primeiro álbum, Songs About Jane, que naquele época eu até que ouvia. hehe
Maroon 5 - Rock in Rio, fotos by me
O show foi bacana, divertido, pra cima. E o melhor momento sem dúvidas foi o Adam Levine dividindo o público em She Will be Loved e metade cantando “I don't mind spending everyday...” e a outra metade “and she will be loved” ficou lindo! hehe
E ter o Adam Levine parando na tua frente e cantando olhando pra você faz o show ficar bem agradável, obrigada hehehe
Depois do término do Maroon 5, vários fãs do M5 que estavam próximo da gente saíram, ficamos mais perto da grade e ficou ainda mais tranquilo, adorei! hehehe

Coldplay
Lingua é chicote, já dizia a minha mãe. Passei 10 anos tirando sarro da minha irmã por ela gostar de Coldplay,... mas no show é outra história. Claro que gostava de algumas músicas, e queria muito ouvir Viva La Vida, The Scientist e Yellow ao vivo, mas os primeiros discos do Coldplay me pareciam parados demais! hehe
Coldplay - Rock in Rio, fotos by me
O que foi me empolgando para ir no show foram as novas músicas, como Every Teardrop is a Waterfall, Paradise, Charlie Brown,... e chupem os que se diziam “fãs” do Coldplay lá no público, até eu sabia as músicas novas e o setlist, que não mudou praticamente nada ao que eles vinham tocando nos últimos festivais.
Abrir o show com música nova parece meio arriscado, mas deu certo, Mylo Xyloto/Hurts like heaven já animou o público de cara, e depois com Yellow a galera foi a loucura, sensação parecida no público assim só senti com All My Loving no início do show do Paul, todo mundo cantando e pulando junto.
Aí depois no show foram intercalando as músicas novas com os “clássicos”, povão todo cantando The Scientist (amei! hehe), o “ooOOOoooOOO” em Viva La Vida, pulando em Charlie Brown, em Clocks, cantando em Fix You,... e depois fechando, com Every Teardrop is Waterfall, o problema é que gosto muito dessa música, mas vai virar o novo hit deles, não quero! Não gosto do que se torna muito popular! hehehehe
Só acho que o show poderia até ter sido mais longo, pô, essa é a vantagem de ser headline, e o qual seria o problema de tocar mais umas 3 ou 4 músicas?! Resumindo, o show foi excelente, e quebrei a cara, agora gosto de Coldplay, até cifras tô pegando! hauahaua

Depois do término dos shows, matamos um bom tempo e demos uma caminhada pela Cidade do Rock, conhecer um pouco, já que na abertura dos portões corremos direto para o Palco Mundo, não fui nem na tirolesa, nem no freefall ou na montanha russa, mas não tava a fim de aturar mais de 1 hora de fila pra ir nessas atrações. Gostei da estrutura do festival, o som estava excelente, não olhei muito para o telão (não foi preciso hehehe), mas achei eles pequenos para quem estava mais pro “fundão”, como diria Chris Martin. Sujeira, muito lixo, sem muitos lixeiros por lá, mas até que dá pra entender, já que eram 100mil pessoas.
Não precisei pegar a fila do Bob´s que tanto falaram, ao final do show a fome desapareceu, mas dei uma enganada com o famoso Biscoito Globo carioca que eu tanto gosto! hehe

Quanto ao transportes em shows, o Rio está muito mais a frente que Sampa. Estávamos hospedadas no aterro do Flamengo, e na ida fomos de taxi, já que fomos de manhã e o trânsito estava mais calmo. Voltamos de ônibus. Vários ônibus, saindo ao mesmo tempo, tudo tranquilo, aprovado, até pareceu a saída do show do U2 em SP, que não achávamos taxis, ônibus, nada, e pegamos um “taxi lotação”, medo! kkk

Gostei da experiência do Rock in Rio, não sei se irei em 2013, dependerá da line-up.
Fiquei com pena do Snow Patrol e do Elton John, eles também deveriam ter sido escalados no dia 01/10, e não com o público do Red Hot e da Rihanna. Putz, Snow Patrol caíria como uma luva para o público do dia 01/10, uma pena.
Agora chega de shows! Por enquanto! Mas em novembro tem Planeta Terra (finalmente irei!!!), e depois tem Ringão Starr!! 2 Beatles (3 shows neh?! hehe) em 1 ano, nem acredito!!