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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

The Who Hits 50! em Amsterdam!!

02/07/15 – Ainda parece que não caiu a ficha que vi The Who na minha frente!
Fotos: Alana Pahl
Assim como aconteceu no show do Paul McCartney que fui em Amsterdam, o mesmo aconteceu com The Who, estávamos com a passagem para voltar ao Brasil comprada já no início do ano, então The Who anuncia show em Amsterdam no dia que ainda estaríamos lá! Nem pensamos 2 vezes, compramos os ingressos logo que abriram as vendas. Uma banda que você sempre quis ver, que nunca tocou no Brasil, e infelizmente do jeito que as produtoras daqui são, nunca tocará (espero estar errada), com um ingresso até que “barato” comparado ao que pagaria no Brasil. Acho que um ingresso deles aqui no Brasil na premium não sairia por menos de 700 reais, ou 800, aí inclui mais a passagem do interiooor onde moro pra cidade grande e mais o hotel.
O show inicialmente seria no dia 01/07, mas devido ao show deles em Paris no dia anterior, acabou depois sendo transferido para o dia 02/07, acabamos tendo um contratempo porque ficamos sabendo meio que em cima da hora, mas no fim deu tudo certo.
O local do show foi o Ziggo Dome, o mesmo do Paul, aí já estávamos familiarizadas com metrô, local, entrada e tals. Chegamos na fila perto das 6pm para o show que começaria as 9 e acabamos pegando um ótimo lugar, tipo terceira/quarta fila na frente do Pete! Aí que amei shows na zoropa! Mas antes tive um quase ataque cardíaco quando os seguranças me atrasaram porque queriam que eu guardasse minha câmera no locker achando que ela fosse câmera profissional, gente, ela é meio grandinha, mas não tem nada de profissional não. Fui em direção ao locker, mas aí quando vi que não estavam mais olhando dei um jeitinho brasileiro e me mandei para o palco. Se não fosse para usar, só deixaria guardada na bolsa e não perderia mais tempo para guardar a câmera neh. Sorte que minha irmã e um casal de brasileiros que conhecemos na fila estavam me esperando num ótimo lugar, pertinho do Pete!

Um pouco antes da 8 começou a banda de abertura, a americana The Last Internationale, que faz um ótimo som, e já chegou querendo mostrar que entendem do que fazem. A vocalista e baixista tem um baita vozerão ao vivo, o guitarrista não parava quieto e tocava muito, assim como o baterista. Dá uma conferida no canal deles no youtube e aqui tem o show deles no Rock Werchter desse ano.
Antes de começar o show o telão era tomado por fatos da história do The Who, como os integrantes, os “novos” integrantes, músicas, figurino, “joguinho” para adivinhar uma música pela foto... e uma mensagem que eu amei! Pedindo para que o público não fumasse, principalmente quem estava mais perto do palco, já que Roger é alérgico e isso poderia prejudicar a voz dele. E no final a mensagem dizendo pra comer um "daqueles" bolinhos.
E finalmente The Who sobe ao palco! Com algumas falas de Pete Townshend dando boas vindas e dizendo que depois do show teriam umas férias, já que era o último show da The Who Hits 50! Tour, para ser seguido por Roger Daltrey cantando já um clássico!! Who Are You! Na verdade o show inteiro foram só clássicos neh, setlist de uma turnê comemorativa dos 50 anos de uma banda como The Who não poderia ser diferente!
Teve The Seeker, Em The Kids Are Alright Roger introduziu a música falando sobre as escolhas que teve que fazer entre família e a música. 
Vou tentar não comentar todas as músicas porque senão vai ficar muita encheção de saco cansativo, mas dá vontade, só aqueles clássicos que você está há anos escutando, de uma banda que marcou o rock, e achando que nunca teria a chance de presenciar isso ao vivo! Vou citando as músicas na sequência, I Can See for Miles, Pictures of Lily (Lily oh Lily!), a que remete aos “melhores tempos” (nostalgia, me deixa) de barzinhos em Joinville, My Generation! Pete antes de começar a música diz que espera que todos saibam a próxima música e Roger responde “Hope I do!” hehe. Surreal ver essa ao vivo tocada por quem compôs depois de tanto ver bandas fazendo covers, epic!!
Behind Blue Eyes fazendo com que qualquer outra versão feita por aí seja esquecida! Bargain, Join Together (WITH THE BAND!!), You Better You Bet, I'm One, Love, Reign O'er Me (botando a garganta do Roger pra trabalhar), Eminence Front, Amazing Journey e Sparks.

Aí vem uma daquelas que levantam os pelinhos dos braços, a batida rápida da intro no violão: Pinball Wizard! Incrível ao vivo! Seguida direto por See Me, Feel Me!
Outra que arrepia, não só a intro, inteira mesmo, Baba O’Riley! Fantástico mesmo, tudo! E com direito a solo de gaita de Roger. Era uma das que mais queria escutar ao vivo, de todas as músicas, e agora está feito! Valeu a pena esperar! E fechando a noite, mais um (óbvio), clássico! Won't Get Fooled Again!
Roger teve problema com o microfone bem ao final de Won't Get Fooled Again, o som mal saía, chamava os roadies e nada, Pete cantou a parte dele, e ainda nada dos roadies, aí Roger putaço jogou o controlador no chão. Não sei se teria mais uma música, acredito que não já que We Won’t... geralmente fecha o setlist, mas com esse problema no microfone, tirou um pouco daquele efeito de sensação boa ao final de um show e deu um ar de quero mais. Mas acho que a sensação de quero mais ficou por ser um show de 2hrs. Uma turnê comemorativa de 50 anos deles deveria ter umas 3 horas. Mas tô aqui reclamando de boca cheia, foi um puta baita de um show!!

Apesar de não terem tocado I Can’t Explain (que era a música de abertura na maioria dos shows anteriores dessa turnê) e Substitute (essas duas deveriam ser obrigatórias neh), valeu a pena presenciar todos esses outros clássicos e ter visto Roger Daltry girando o fio do microfone daquele jeito único e ver que ainda canta muito, Pete Townshend rodando os braços ao tocar guitarra e fazendo parecer que tocar guitarra é uma coisa tão simples, Pino Paladino daquele jeito com postura sériazona e sendo um dos melhores baixistas da atualidade e Zak Starkey, meldels o Zak! Toca muito!! Acho que é o melhor baterista que já vi ao vivo, sério! Também neh, filho de Ringão e afilhado do único Keith Moon, que pra mim foi e é o melhor baterista que já teve, e aprendeu a tocar com o “dindo”, estilo e forma de respirar bem semelhantes ao do Keith!  
Os “originais” John Entwistle e Keith Moon foram lembrados durante o show claro, Keith ainda mais, com imagens dele no telão em música como Behind Blue Eyes. Dava até vontade de chorar tipo Something no show do Paul quando mostram fotos do George.

Mesmo com a magnitude que The Who tem no cenário da música mundial, parece que ainda estão tocando em algum pub pequeno no início da carreira, conversam com o público, entre si, riem, falam sobre as canções, apresentaram praticamente todas as músicas, um clima muito amigável.

Não teve aperto como no show do Paul, aliás não teve nada de aperto, tava bem tranquilo, tirando uma mulher na minha frente que não parava de filmar o show inteiro com o celular, o resto foi bem de boas. E como já disse no post anterior, o som, iluminação e estrutura do Ziggo Dome são excelentes.
Só fiz esses 3 vídeos do post no show inteiro, só 3, primeiro porque o microfone da minha câmera é horrível quando tem muita batida na música e segundo, nem lembrei, tarra curtindo! rs
Pegar férias em junho na europa é ótimo, tirando a parte financeira que te ferra! Pegamos Paul e The Who em Amsterdam e poderíamos ter pego Paul em Paris também, estaríamos lá no mesmo dia, assim como The Who no Hyde Park. Minha irmã foi no Blur no Hyde Park e Suede em Bexhill (não fui porque já tinha visto e não queria gastar), poderíamos ainda ter pego Strokes no Hyde Park, pegamos só a galera saindo do show no metrô, Franz Ferdinand, Take That, Glastonbury,... e até tentamos comprar ingressos para o Rock Wercther pra ver Kasabian, mas já tava esgotado quando tentamos.
É isso! E The Who, que façam mais turnês ou que pelo menos ampliem essa e E Please Come to Brazil!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Paul McCartney em Amsterdam!

07/06/2015 - Paul McCartney Out There! Tour em Amsterdam
Fotos: Alana Pahl
Você marca uma viagem do tipo mochilão, então um tempo depois Paul McCartney marca show para a cidade que você vai, bem no dia que você estará lá, o que se tem que fazer nesse caso? Comprar o ingresso, lórrico!
Compramos passagem para descer em Amsterdam bem no dia 07/06, um tempo depois o show do Paul é anunciado lá e também em Paris para o dia que também estaríamos em Paris, mas como em Paris seria no Stade de France e em Amsterdam em um local menor, optamos pelo primeiro e pela loucura de atravessar o Atlântico, fazer conexão em Madrid, chegar no hotel em Amsterdam, trocar de roupa e ir direto para o show.
Fui nos shows do Paul da Up and Coming Tour em São Paulo em 2010 e Rio de Janeiro em 2011 e da On the Run em Floripááá em 2012, aí por questões financeiras, de logísticas e por ser em dias úteis não pude ir nos shows de 2013 e 2014, então quando você tem a chance de pegar mais um show dele, você nem pensa. Show do Paul deveria ser um ritual anual, te faz um baita bem! E até porque, o ingresso lá custou menos da metade do que pagaria numa pista premium no Brasil, sem contar os gastos com hospedagem e passagem. Hotel lá já gastaria de qualquer forma, então o gasto foi praticamente o preço do ingresso e do metrô. 

Chegamos na fila depois das 4 da tarde (nunca cheguei tão tarde numa fila do Paul, em que sempre era “obrigada” a chegar de manhã já que o público brasileiro é mais preocupado com essas coisas), tinha uma fila organizada, mas depois mais perto da abertura dos portões a fila foi esquecida e o povo ficou tudo meio que amontado num corredor que levava aos portões da entrada.  
Entramos no Ziggo Dome e já tinha bastante gente perto do palco, e a galera do Hot Sound era bem grande, ficamos no lado direito do palco, meio que na linha do piano preto de Let it Be. Não sou alta, mas para padrões de shows brasileiros sempre gostei da minha altura, mas depois desse show me senti baixinha demais! Povo holandês é muito alto, tá louco!
De abertura, continua o DJ com os remix de músicas dos Beatles, Wings, Paul e outras. Então vem o vídeo de quase meia hora com fotos da vida do Paul, com os Beatles, com a família, com outros músicos, foi como ver pela primeira vez, já que eram fotos diferentes dos shows que fui.

E então aquela sensação maravilhosa de ver o tio Macca na sua frente, novamente! Ele cumprimenta o público e inicia o show com Eight Days a Week, primeira vez que ouvi essa ao vivo! E era uma das que eu mais queria escutar!
Paul falou aquelas frases habituais dele de boas vindas no idioma local, mas claro que não entendi nada, mas sabia do que ele estava falando porque geralmente é o mesmo. Ele até brincou com o fato dos holandeses puxarem bem a garganta quando falam.
O início do setlist teve várias novas para mim, a agitada Save Us de New, a animada Another Girl dos Beatles, a gostosinha de se ouvir Listen to What the Man Said do Wings e Temporary Secretary, que é a prova das criações diferentes do Paul.
Depois as de sempre Let Me Roll It e Paperback Writer, com novamente Paul apresentando aquela Gibson linda usada quando gravou a música nos anos 60.
A primeira vez de Paul no piano preto na noite foi para tocar a música que ele escreveu para a Nancy, a linda My Valentine, com o clipe dirigido por ele com as participações de Natalie Portman e Johnny Depp passando no telão. Teve Nineteen Hundred and Eighty-Five e The Long and Winding Road, seguida por Maybe I´m Amazed dedicada claro para Linda (música para berrar junto, sorry holandeses). 
Ele volta para o centro do palco para tocar violão em I’ve Just Seen a Face e pra logo depois tocar para eu ouvir ao vivo pela primeira vez We Can Work it Out (ahhhh não acredito que ouvi essa ao vivo), seguiu com a baladinha Another Day, a das mais recentes dele Hope for the Future, And I Love Her e a sempre linda Blackbird, com o palco subindo e Paul cantando nas aturas. Lá de cima também tocou a dedicada para John Lennon, Here Today. Só acho que Here Today tem que ser tocada no lugar “normal” dele no palco, perto da galera, pra dar ainda mais emoção, mas como sempre foi linda, público inteiro quieto, deixando só o Paul e o violão serem escutados.
Não lembro se foi antes ou depois de Here Today que o público começou a cantar Give Peace a Chance, mas Paul acompanhou a galera.
As ótimas e minhas preferidas do New, New e Queenie Eye também marcaram presença. Lady Madonna continua no setlist, teve também a divertida All Together Now com direito a um telão bem colorido com bonequinhos e pude escutar pela primeira vez ao vivo mais uma dos Beatles, Lovely Rita. Eleanor Rigby segue firme no setlist, graças a Deus, e com ótima presença do baterista Abe Laboriel no back vocal! Mais uma estreia ao vivo pra mim foi Being for the Benefit of Mr. Kite!, pra provar (ainda mais) como a banda que acompanha o Paul é excelente!
Então vem Paul com o ukulele para homenagear Geroge Harrison cantando Something com imagens de George no telão, ay meu <3! Posso ver isso eternamente que nunca me cansarei!
Ob-La-Di, Ob-La-Da continua sendo um dos momentos mais divertidos do show! Se estava lá ou viu vídeos do show em aparece bandeira do Brasil, era a gente! rs
A sempre excelente Band on the Run “I hope you're having fun” ohh yeah! Seguida por Back in the U.S.R.R. e depois pelo clááásico Let it Be!
Se eu já achei que no show de Floripa os fogos de Live and Let Die estavam “quentes” demais, imagina num local fechado, nunca aprendo, sempre me tremo de medo rs. Foi uma das melhores no show pra mim, como sempre.
E para fechar a primeira parte do show, Hey Jude! Better, better, better aaahhhh!! Com aquele momento maravilhoso da arena inteira cantando na na na nanana…
Primeiro bis teve a habitual volta de Paul segurando, aqui, a bandeira da Holanda e Paul “Wix” Wickens a do Reino Unido, para em seguida vir com uma sequência das boas e animada. Can't Buy Me Love, mais um debut ao vivo pra mim, fazendo a gente retornar para a fase mais animada dos Beatles, com imagens deles no telão. Can’t Buy Me Love pegou o “momento” que antes era de All My Loving no setlist. Teve mais rock com Hi, Hi, Hi do Wings... We're Gonna Get Hi Hi Hi! E para finalizar o primeiro bis, a sempre excelente I Saw Her Standing There!

E o último bis começa com Paul sozinho com seu violão para Yesterday. Já falei aqui nos outros posts, nunca havia dado importância pra Yesterday, sei lá, não curtia, até escutar ao vivo pela primeira vez num Morumbi lotado inteiro cantando junto. O Ziggo Dome é bem menor que o estádio, mas a sensação que te dá é a mesma, que música maravilhosa.
Helter Skelter, esqueci do cansaço, de passar a noite anterior sem dormir, que o povo em volta não curtia pular, mas era Helter Skelter gente!
E para finalizar magistralmente, uma das melhores sequências de músicas da história Golden Slumbers / Carry That Weight / The End, que músicas maravilhosas pra cantar junto num show!
“And in the end, the love you take is equal to the love you make” e assim acabam mais 3 horas muito bem aproveitadas da vida, obrigada!
Minha foto favorita da noite rs
Tava esperando que o público fosse um público mais de torcida holandesa na Copa do Mundo, aquele povo que vi cantando, pulando e imitando canguru em Porto Alegre no jogo deles contra a Austrália, mas não. O público ficou ali se apertando, querendo ficar perto do palco, mas estavam ali somente para assistir, não pulavam nem nas primeiras músicas mais animadas. Claro que posso estar generalizando pelo lugar que eu estava ou por estar “mal” acostumada com o público brasileiro, que vai pra fazer parte do show, fazem homenagens e o escambau, não está lá apenas para assistir ao show, mas deve ser por essas que o Paul tá quase todo ano por aqui, aquele “calor” brasileiro.
Não vou nem tentar lembrar as músicas que ele não tocou porque senão já bate a deprê, e até porque curti esse setlist, tem bastante coisa que não tinha escutado ainda ao vivo, já que esse foi meu primeiro show da Out There! Tour.
Foi um show que consegui curtir bastante, e que também mais prestei atenção na voz do Paul, já que o povo não cantava muito junto, ou se cantava era baixo e o som estava excelente. Paul tava com a voz meio rouca, deu até um pouco de medo, chegou a dar umas arranhadas, mas seguiu firme! Cuida aí moço!  
Qualidade do som, iluminação e telão excelentes, muito bom mesmo o som do local, e tinha que ser neh, o Ziggo Dome é pra shows, diferente do Credicard/Citbank Hall que também vivem de shows mas geralmente nunca apresentam um som tão bom.
A banda já de vários anos que acompanha o Paul segue também muito boa, feras mesmo, e extremamente profissional.
Paul conversou bastante com o público, contou histórias, brincou, e chamou uns sortudos que estavam no Hot Sound para o palco. Estávamos com um cartazinho pedindo para o Paul assinar os nossos New e The Fireman, mas nem tentamos levantar direito, porque a produção já escolhe a galera antes e no Hot Sound. Subiram, acredito que era um casal que pegou autógrafo, e também um outro casal, um americano que pediu a namorada japonesa (acho que era japonesa, não lembro também) em casamento com Paul dando a benção dele.
É "isso"! E depois publico o outro post também de um show no Ziggo Dome, começamos a primeira noite da viagem com Paul McCartney em Amsterdam e fechamos a última noite também em Amsterdam, com THE WHO!! Cara, não caiu a ficha que vi eles. Assunto para um dos próximos posts! **
Rusty Anderson e Brian Ray
A Gibson de Paperback Writer
We can do what we want
We can live as we choose
You see there's no guarantee
We got nothing to lose

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Jorge Drexler: Bailando en la Cueva en Mendoza

Mais um post backlog finalmente sendo publicado!
Fotos minhas
17/05/2014 - Uma brasileira bailando ao som de um uruguayo na Argentina!
Já perdi dois shows do uruguayo Jorge Drexler, um por escolha própria, no Rock in Rio de 2011 deixei o palco Sunset de lado para ir direto ao Palco Mundo, enquanto esperava num baita sol carioca, Jorge Drexler e Tiê faziam um ótimo show por lá, pelo menos deu para acompanhar pelo telão. E em maio do ano passado tinha ingresso comprado para o show dele em Floripa, mas aí por falta de planejamento e por uns 3 congestionamentos na BR101, não conseguimos chegar em tempo em Floripa, desistimos em Tijucas. Aquele dia era preciso umas 5hrs para ir de Joinville a Floripa! :’(
Mas aí, eis que nas minhas “férias” em Mendoza, um dia tava num ônibus, que eu peguei sem saber onde deveria parar, ou seja, fiquei perdida rs, tive que aproveitar e ficar olhando as “paisagens”, quando vejo colado num muro posters do show do Jorge Drexler, justo enquanto ainda estaria lá. Fui atrás dos ingressos, ainda tinha, não para os melhores lugares, mas para um lugar até que bom, no primeiro setor ainda, e um preço até que razoável comparando ao que pagaria no Brasil.
Eu tô é ainda abismada que paguei R$7,50 de táxi, para ir e voltar!! Tá certo que o teatro onde foi o show era no mesmo departamento onde estava, mas mesmo assim, SP me deixou mal acostumada! E isso que a mulher da casa onde estava queria me levar (por essas situações que não consigo entender tanto ódio dos brasileiros com argentinos)!
O show estava marcado para as 22hrs no Teatro Plaza Godoy Cruz e por umas 21:30 o teatro foi aberto para ser lotado. Ay, já falei aqui que adoro essa tranquilidade que shows com lugares marcados me dão, tão “de boas”!
Percebi que tinha uns brasileiros um pouco atrás de mim meio que já do jeitinho brasileiro, fazendo escândalo, aí acabei ficando na minha mesmo, não queria pagar mico por tabela. rs
Confesso que o incidente de perder o show do Drexler em Floripa me fez ficar um bom tempo sem escutar as músicas dele. Lembro de colocar o Eco para tocar só uma vez desde maio de 2013, em abril de 2014 mesmo. Tanto é que ele lançou o disco Bailar en la Cueva e tentei bloquear hehe, já que sempre que ouvia me dava raiva por ter perdido o show. Só comprei o Bailar en la Cueva depois do show, lá em Mendoza mesmo. Ahh, em tempo, esse excelente disco da música latina foi indicado ao Grammy Latino de disco do ano, mais que merecido, passa por importantes ritmos latinos como candombe, cumbia, tango,... pura batida latino-americana e também foi o vencedor do prêmio de melhor disco “cantautor”, também mais que merecido, já que estamos falando de Drexler.

Sobre o Show 
O “baile” começa com a música título do disco e da turnê, Bailar en la Cueva, e com direito a já tradicional dancinha de Drexler e seus músicos antes de começar o show, a dancinha do vídeo de Universos Paralelos.
O setlist pra mim estava ótimo, só particularmente gostaria de ouvir La Edad Del Cielo ao vivo, mesmo ele não tocando essa há um bom tempo. Não lembro exatamente a ordem do setlist, e também não posso colar do SetlistFm já que não tem nada lá, mas como dizem, o que importa é a maionese e não a ordem das batatinhas, rs. E o que importa é que para deixar o show num clima mais amigável, no início de várias músicas, Drexler falava sobre alguma experiência pessoal ou contava uma anedota.
O setlist passou pelas músicas de Bailar en la Cueva, como a própria Bailar en la Cueva; Esfera; Organdi; La Noche No Es Una Ciencia Exacta; a música que está concorrendo ao Latin Grammy de melhor produção Todo Cae (produção de Eduardo Cabra do Calle 13); La Plegaria Del Paparazzo; Data Datos (data, data, data, data, data, data, data... todos quieren todo, todo siempre es poco); Bolivia (em que antes de começar contou a história de quando a sua família pediu asilo na América do Sul), aliás, no disco, Bolivia tem participação de Caetano Veloso; a excelente e vencedora do Latin Grammy de gravação do ano Universos Paralelos (que também concorreu a canção do ano); La Luna De Rasqui e também por importantes músicas da sua carreira.

Não lembro em qual música a bola de cristal que faz parte do cenário da turnê desceu (ou subiu, não lembro), só sei que o efeito foi ótimo.
Apareceu a genialidade de Guitarra y Vos, a música falada ou as palavras cantadas, tanto faz! Aqui com a participação do músico de Drexler, um espanhol, recitando uma poesia no meio da música com aquele prazeroso sotaque galego.  
Um cara na plateia berrou pedindo Al Otro Lado del Rio bem na hora em que o Drexler estava colocando a guitarra, aí ele fala algo como “como quieras”, tira a guitarra e canta Al Otro... a capella mesmo, da mesma forma como ele fez no lindo “discurso” pelo Oscar de melhor canção em 2005 por Diários de Motocicleta! Sabe aquele momento no show que levanta os pelinhos do braço?! Então, foi um desses momentos! Um momento precioso!!!
E esse clima entre amigos entre palco e plateia se manteve o show inteiro, assim aparentemente sem roteiro definido, até porque “es que la noche no es una ciencia exacta”.
Em Don de Fluir, que também surgiu no setlist por um pedido do público, mais um ótimo exemplo de como é divertido um show de Drexler, em “Gracias, pero no, no bailo” uma menina atrás de mim, já meio alterada, berra “MENTIRA!!”, e aí na outra parte quando ele canta “Los músicos no bailamos”, ele já dá um sorrisinho, pende a cabeça para o público para a menina soltar novamente o “MENTIRA!!” Acho que em qualquer outro show ficaria putassa se tivesse alguém bêbado na fileira atrás de mim fazendo “escândalo” num show desse tipo, num teatro, em que era proibido entrar com bebida e ela e o namorado estavam com cerveja, mas foi tão divertido e combinou tanto com o clima informal, amigável mesmo que o Jorge impõe no palco, impõe acho que não é a palavra certa, é deixar fluir mesmo, o maravilhoso dom de fluir. Me divertia cada vez que a menina soltava os “ayayayay” dela quando o Jorge ia dançar.
Do disco Amar la Trama de 2010 apareceram Las Transeúntes e La Trama y el Desenlace. Também deram o ar da graça Transporte, Caí creo que caí, Sanar, Luna de espejos e Deseo.
Acredito que foi na dançante Luna de Rasquí em que a bola de cristal voltou a subir (ou descer, de novo, não lembro). Tenho que citar aqui também o ótimo jogo de luzes verdes jogado no teto, ainda mais que o teatro, como o próprio Jorge disse, tinha forma de “cueva”, até ele mesmo ficou parado por alguns observando essa beleza.
Drexler apareceu no bis segurando uma taça, acredito que de vinho branco, ou espumante, não sei, não sou boa com bebidas (risos), para brindar e fechar essa noite, sem exageros, preciosa (sim, tô usando muito esse termo, mas fazer o que se é?!), a excelente Todo Se Transforma, numa versão um pouco mais “dançante”, e que cai como uma luva numa cidade tão famosa pelos vinhos como Mendoza: “mientras se pisaba el vino que bebió tu boca roja. Tu boca roja en la mía, la copa que gira en mi mano y mientras el vino caía…”
“Me haces bien, Me haces bien, Me haces bien…”

Jorge Drexler é um grande cantor, compositor (até Oscar já tem por isso), músico, toca ao melhor estilo Djavan e Caetano Veloso, daquele jeito de dedilhar a guitarra (nesse show foi só guitarra elétrica mesmo, nada de violão), e para fechar o pacote com chave de ouro, é pura simpatia no palco. E além de ser essa grande presença no palco, dá espaço para seus talentosos músicos também brilharem.
Justo no dia do show tinha feito um passeio da alta montanha que tem em Mendoza, e o resfriado que peguei na saída do show do LaOreja de Van Gogh continuava e aumentou depois desse passeio por causa da mudança de altitude, e se não tivesse o show, teria ficado hibernada no quarto sem fazer nada num sábado a noite, mas ainda bem que teve esse show, até consegui melhorar, não tem como não melhorar com momentos assim e de quebra vi um espetáculo delicioso e precioso! Uma excelente experiência musical, conceitual, que acredito que posso dizer íntima, entre amigos, dinâmica, visual, num jogo de luzes que se encaixa ao que se propõe, e que consegue mexer com nossas emoções, Gracias Drexler! 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

¡La Oreja de Van Gogh en Mendoza!

Depois de finalmente soltar os posts dos meus festivais preferidos no Brasil, é hora de finalmente falar sobre música espanhola.
Fotos minhas
15 de maio de 2014
Me ferro pra conseguir sair do interior de SC pra tentar ver shows em SP/RJ, imagina então pra tentar ver show nos países hermanos, tirando Juanes que foi um misto de planejamento e sorte, nunca tentei, principalmente por motivo $$, ir em shows de artistas latinos na Argentina, por exemplo.
Sempre tive azar com La Oreja de Van Gogh, uma vez estava em Buenos Aires e eles tocariam lá dois dias depois que fui embora, e naquela baita sorte de ir ao Rock in Rio Madrid, eles tocaram no final de semana anterior ao que fui. E claro, como praticamente todas as bandas espanholas que curto, nunca tocaram no Brasil (com exceção de El Canto del Loco).
Programei minhas férias para estudar espanhol em Mendoza na Argentina, confesso que escolhi Mendoza também por as vezes ter shows bacanas por lá, e acabei tendo uma baita sorte. Alguns dias depois, La Oreja de Van Gogh anunciou que faria show lá (Sem falar que também peguei show do Jorge Drexler, próximo post), fui atrás do ingresso, mas não tinha venda online e nem por telefone, deixei para comprar quando chegasse em Mendoza, uns 10 dias antes do show, cheguei num sábado a noite, no domingo quando iria atrás do ingresso, anunciaram no twitter que todos os shows da turnê na Argentina estavam com ingressos esgotados.
Conversei com mendocinos e eles me recomendaram a ir na frente do Auditório Ángel Bustelo que sempre tem alguém vendendo, cheguei uma hora antes, não tinha nenhum sinal de “vendedor”, fiquei por ali, até que chegou uma moça perguntando quanto tava o ingresso, falei que estava esgotado, e aí ela disse que tinha ingresso para vender, já desconfiei, disse que trabalhava ali e tinha ingresso para o setor de Invitación, um preço até que razoável pelo que achei que pagaria pra cambista. Dei uma choradinha pra ela, falei para não me vender ingresso falso, disse que não era dali, ela disse que o ingresso era original e que iria comigo até a entrada pra eu ter certeza da vericidade do ingresso, e ela fez isso mesmo, foi até quase onde entreguei o ingresso. O lugar não era o melhor, mas era o melhor que poderia conseguir pelas circunstâncias, como era no setor de invitación, não era lugar marcado, quem chegava primeiro, escolhia o seu lugar, como cheguei até que cedo, consegui um bom lugar.

O show estava marcado para as 22hrs, e nessa hora entrou no palco Lowrdez para um pocket show de abertura, bacana, mas nem prestei muita atenção nas músicas, só olhava para o guitarrista, que me lembrava o Rafael Cardoso. hehe
Mas teve um momento que me arrepiei nesse show, fizeram uma versão de La Ciudad de la Furia e dedicaram ao Cerati, que justamente naquele dia completava exatos 4 anos em coma. :’( Sdds Cerati!! Faz muita falta nesse mundo!!
Lowedez
Acho que LOVG é o único caso em que trocaram o(a) vocalista e que deu certo. Quando anunciaram que Amaia Montero sairia cheguei a pensar que a banda acabaria, porque a voz da Amaia é única, tão característica, as músicas de LOVG são o que são pela identidade musical da banda e vocal que a Amaia impôs. Pra mim seria como quando a La Quinta Estación anunciou o fim, não daria para continuar a banda sem a Natalia Jiménez. Mas aí por sorte do destino e competência dos que “sobraram” de LOVG, encontraram a Leire Martínez. Acredito que ela consegue dar ainda mais vida as músicas, e como um cara disse minutos antes de começar o show, a Amaia era “princesinha” demais no grupo, a Leire combina com o grupo. Aqui, vendo de fora, pra mim está um “casamento” perfeito, Leire aceitou essa baita responsa e está se saindo muito bem!
Não lembro exatamente quando comecei a escutar LOVG, mas já devem fazer uns 8, 10 anos, ou mais, não sei. Mas lembro que a primeira música que escutei foi Rosas, minha irmã colocava no quarto dela aí eu “pô, isso é massa!” e aí sempre tava querendo ouvir a música da “carita empapada” e depois conhecendo os discos.
E foi justamente Rosas que abriu o setlist, e que vem abrindo a turnê Primera Fila, aliás, um excelente setlist, claro que sempre fica uma ou outra que a gente adora de fora, mas acho que não mudaria quase nada. rs
Por mais que eu goste da organização e tranquilidade que um show com lugares marcados dá, é fodz complicado ficar sentada num show como o do La Oreja, só balançando o pézinho. Acho que foi já em Mi Calle es Nueva York que alguns se levantaram e já tava toda feliz pensando que o show seria em pé, mas logo eles tiveram que sentar :’(
Xabi e o Theremín
“Pensé que era un buen momento, por fin se hacía realidade”, ay 20 de Enero, para mim é praticamente um clássico já! rs. Aliás, por mim comentava todas as músicas, mas melhor não porque sempre me empolgo escrevendo e o negócio já tá meio grande.
Muito bom poder ouvir ao vivo Perdida, essa é daquelas músicas que diz muito para e por mim. Outro dos “clássicos” que apareceu foi París, coisa linda, e em seguida, mais uma que eu adoro Europa VII.
A linda Palabras para Paula, que foi feita em homenagem a filha do Haritz Garde é daquelas músicas que SE um dia eu tiver um filho ou filha eu vou colocar para escutar muito, e claro, terá um significado totalmente novo.
Palabras pra Paula                                                                       María
La Playa é daquelas para sair berrando e cantando com olhos fechados (rs) “y un día verás que este loco de poco se olvida”.
Mais um dos “clássicos”, a primeira música do primeiro disco, Dile al Sol, que recentemente já fez 16 anos (!!), El 28!
Teve a linda visita de María ao som do ukelele do Pablo Benegas, claro, sem a participação da Natália Lafourcade, mesmo preferindo essa versão em forma de dueto, ainda assim continua sendo uma linda versão.
Amo essa versão que estão fazendo de Deseo de Cosas Imposibles, um jeito “semi” acústico, com os 4 juntos e Haritz continuando na bateria.
É oficial: nunca chorarei num show, não chorei nos shows do Paul em Something e Here Today, nem em Turn no Travis ou The Universal no Blur, meus olhinhos só brilharam em Wake Up no Arcade e não chorei em Jueves, pra mim uma das músicas mais lindas! Feita em homenagem as vítimas do atentado aos trens em Madrid em 2004, serviu como a música que apresentou Leire como a nova voz da LOVG. Não sei como consegui gravar, mas depois do show do Juanes que me arrependo de não ter feito mais vídeos, nesse fiz mais. Ficou meio tremido porque olhava pouco para a câmera, e preferi filmar porque aí não cantava e não estragava esse efeito lindo que a música passa, só com o excelente piano de Xabi San Martín e a tremenda voz e interpretação da Leire.
Agora não lembro mais se foi em Muñeca de Trapo ou El Primer Día del Resto de Mi Vida que o povo finalmente se levantou, mas só sei que deveria ter sido assim o show inteiro. El Primer Día... além da parte animada com o coro do “ooôôoo” serve também como um banho frio para lembrar que logo o show acaba, já que encerra a primeira parte do show.
Foram tantas músicas no bis que perdi a conta, parecia show do Paul McCartney. A primeira do bis foi a mais nova no repertório, e também ótima, Pálida Luna.
“Quedate esta fria madrugada, quedate hasta que la luz me alba” olha, se durasse mais, eu ficava! Cometas por el Cielo é uma das que mais gosto nessa fase Leire, me passa uma sensação tão boa, “Y que pequenos nos veran, los que no volaron nunca”. Sem falar que a música permite a entrega do público com o “uuuôôô uuuôôô...”.
Com Pop o auditório foi tomado por um clima totalmente festivo e divertido (mais ainda).
O tom já de despedida não tira a energía que tem La Niña que Llora en tus Fiestas. Aliás, adoro a forma como a Leire finaliza as palavras como “Miramé” e também em várias outras músicas, forçando e alongando a sílaba final.
“Mi mundo empezando a temblar, presiento que se acerca el final” letra mais que perfeita para finalizar o show, e é assim que acaba, com a excelente Puedes Contar Conmigo, em um setlist também excelente! “y sólo quedarán los buenos momentos de ayer”
Os quase 20 anos de carreira do LOVG fizeram com que eu visse um dos melhores shows que já vi, sério. Pablo é incrível na guitarra, violão e ukelele, mesmo com aquele jeito que pra mim chega a ser tímido. Fantástico o som que ele consegue tirar desses instrumentos, principalmente quando você olha para o palco e não vê uma outra guitarra ou violão de acompanhamento. Xabi além de um excelente compositor, culpado pelos grandes sucessos do LOVG, é um grande pianista, que fica evidente em músicas como Jueves e em tantas outras da banda que ficaram tão famosas também pelo som característico do piano e teclado. Haritz e Álvaro Fuentes tem uma presença visual um pouco mais discreta, mas não musical. Leire é tudo o que já comentei acima, somando todos eles, dá uma qualidade fantástica de show, só senti falta dos violinos que tem nos cds e no dvd Primera Fila, mas mesmo assim, um show lindo, e a banda em excelente sintonia. Foi só com esse show que consegui diminuir a minha obsessão que estava com Arcade Fire após os shows no Brasil, precisava de uma nova obsessão. Só me arrependo por não estar com uma bandeira do Brasil, só para deixar uma marquinha de leve para eles neh. PQP, cadê essas produtoras brasileiras pra trazer essas bandas para o Brasil?!
Segundo as informações “oficiais” de divulgação, o show começaria as 10 e terminaria as 11:30, sabem de nada, inocentes! LOVG começou as 10:30 e terminou a 1hr, com um tempo muito bem aproveitado, num setlist para mim, perfeito!
Nesse meio tempo teve problema com as caixas de som do lado direito do palco, parando o show por uns quase 10 min, o que serviu para Leire trocar de roupa e pedir desculpas no jeito mais fofo do sotaque espanhol. Amei Mdza, o auditório ficava a 7 minutos a pé da casa onde estava, saí do show com uma pequena caminhada, sozinha, tarde de noite, pensando na ótima sensação do show. E até nem foi tão mal ficar meio que doente por uns 4 dias por causa do frio que peguei. rs
Xabi falando para Leire que terão que parar o show
Também não inventei de ir atrás da banda em aeroporto e hotel, primeiro por preguiça mesmo de ir atrás das informações, estar sozinha, sem os meus cds e também nem ia dar, essa cidade de Mendoza consumiu meu tempo de um jeito, acordava, ia para aula, saía pra fazer algo e quando via já era hora de ir dormir de novo.
Fico agora também com a lembrança da dona da casa onde estava, comentando num jantar com amigos dela que eu tinha ido ao show de La Oreja, e aí sob efeito do vinho, ela e as amigas ficaram cantando berrando Rosas. hauahaua

La Oreja volta para a América do Sul agora em novembro, inclusive passam novamente por Mendoza, mas claro, nada de Brasil, cadê gravadora e produtoras pra trazer esse povo hein??!!