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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Jorge Drexler: Bailando en la Cueva en Mendoza

Mais um post backlog finalmente sendo publicado!
Fotos minhas
17/05/2014 - Uma brasileira bailando ao som de um uruguayo na Argentina!
Já perdi dois shows do uruguayo Jorge Drexler, um por escolha própria, no Rock in Rio de 2011 deixei o palco Sunset de lado para ir direto ao Palco Mundo, enquanto esperava num baita sol carioca, Jorge Drexler e Tiê faziam um ótimo show por lá, pelo menos deu para acompanhar pelo telão. E em maio do ano passado tinha ingresso comprado para o show dele em Floripa, mas aí por falta de planejamento e por uns 3 congestionamentos na BR101, não conseguimos chegar em tempo em Floripa, desistimos em Tijucas. Aquele dia era preciso umas 5hrs para ir de Joinville a Floripa! :’(
Mas aí, eis que nas minhas “férias” em Mendoza, um dia tava num ônibus, que eu peguei sem saber onde deveria parar, ou seja, fiquei perdida rs, tive que aproveitar e ficar olhando as “paisagens”, quando vejo colado num muro posters do show do Jorge Drexler, justo enquanto ainda estaria lá. Fui atrás dos ingressos, ainda tinha, não para os melhores lugares, mas para um lugar até que bom, no primeiro setor ainda, e um preço até que razoável comparando ao que pagaria no Brasil.
Eu tô é ainda abismada que paguei R$7,50 de táxi, para ir e voltar!! Tá certo que o teatro onde foi o show era no mesmo departamento onde estava, mas mesmo assim, SP me deixou mal acostumada! E isso que a mulher da casa onde estava queria me levar (por essas situações que não consigo entender tanto ódio dos brasileiros com argentinos)!
O show estava marcado para as 22hrs no Teatro Plaza Godoy Cruz e por umas 21:30 o teatro foi aberto para ser lotado. Ay, já falei aqui que adoro essa tranquilidade que shows com lugares marcados me dão, tão “de boas”!
Percebi que tinha uns brasileiros um pouco atrás de mim meio que já do jeitinho brasileiro, fazendo escândalo, aí acabei ficando na minha mesmo, não queria pagar mico por tabela. rs
Confesso que o incidente de perder o show do Drexler em Floripa me fez ficar um bom tempo sem escutar as músicas dele. Lembro de colocar o Eco para tocar só uma vez desde maio de 2013, em abril de 2014 mesmo. Tanto é que ele lançou o disco Bailar en la Cueva e tentei bloquear hehe, já que sempre que ouvia me dava raiva por ter perdido o show. Só comprei o Bailar en la Cueva depois do show, lá em Mendoza mesmo. Ahh, em tempo, esse excelente disco da música latina foi indicado ao Grammy Latino de disco do ano, mais que merecido, passa por importantes ritmos latinos como candombe, cumbia, tango,... pura batida latino-americana e também foi o vencedor do prêmio de melhor disco “cantautor”, também mais que merecido, já que estamos falando de Drexler.

Sobre o Show 
O “baile” começa com a música título do disco e da turnê, Bailar en la Cueva, e com direito a já tradicional dancinha de Drexler e seus músicos antes de começar o show, a dancinha do vídeo de Universos Paralelos.
O setlist pra mim estava ótimo, só particularmente gostaria de ouvir La Edad Del Cielo ao vivo, mesmo ele não tocando essa há um bom tempo. Não lembro exatamente a ordem do setlist, e também não posso colar do SetlistFm já que não tem nada lá, mas como dizem, o que importa é a maionese e não a ordem das batatinhas, rs. E o que importa é que para deixar o show num clima mais amigável, no início de várias músicas, Drexler falava sobre alguma experiência pessoal ou contava uma anedota.
O setlist passou pelas músicas de Bailar en la Cueva, como a própria Bailar en la Cueva; Esfera; Organdi; La Noche No Es Una Ciencia Exacta; a música que está concorrendo ao Latin Grammy de melhor produção Todo Cae (produção de Eduardo Cabra do Calle 13); La Plegaria Del Paparazzo; Data Datos (data, data, data, data, data, data, data... todos quieren todo, todo siempre es poco); Bolivia (em que antes de começar contou a história de quando a sua família pediu asilo na América do Sul), aliás, no disco, Bolivia tem participação de Caetano Veloso; a excelente e vencedora do Latin Grammy de gravação do ano Universos Paralelos (que também concorreu a canção do ano); La Luna De Rasqui e também por importantes músicas da sua carreira.

Não lembro em qual música a bola de cristal que faz parte do cenário da turnê desceu (ou subiu, não lembro), só sei que o efeito foi ótimo.
Apareceu a genialidade de Guitarra y Vos, a música falada ou as palavras cantadas, tanto faz! Aqui com a participação do músico de Drexler, um espanhol, recitando uma poesia no meio da música com aquele prazeroso sotaque galego.  
Um cara na plateia berrou pedindo Al Otro Lado del Rio bem na hora em que o Drexler estava colocando a guitarra, aí ele fala algo como “como quieras”, tira a guitarra e canta Al Otro... a capella mesmo, da mesma forma como ele fez no lindo “discurso” pelo Oscar de melhor canção em 2005 por Diários de Motocicleta! Sabe aquele momento no show que levanta os pelinhos do braço?! Então, foi um desses momentos! Um momento precioso!!!
E esse clima entre amigos entre palco e plateia se manteve o show inteiro, assim aparentemente sem roteiro definido, até porque “es que la noche no es una ciencia exacta”.
Em Don de Fluir, que também surgiu no setlist por um pedido do público, mais um ótimo exemplo de como é divertido um show de Drexler, em “Gracias, pero no, no bailo” uma menina atrás de mim, já meio alterada, berra “MENTIRA!!”, e aí na outra parte quando ele canta “Los músicos no bailamos”, ele já dá um sorrisinho, pende a cabeça para o público para a menina soltar novamente o “MENTIRA!!” Acho que em qualquer outro show ficaria putassa se tivesse alguém bêbado na fileira atrás de mim fazendo “escândalo” num show desse tipo, num teatro, em que era proibido entrar com bebida e ela e o namorado estavam com cerveja, mas foi tão divertido e combinou tanto com o clima informal, amigável mesmo que o Jorge impõe no palco, impõe acho que não é a palavra certa, é deixar fluir mesmo, o maravilhoso dom de fluir. Me divertia cada vez que a menina soltava os “ayayayay” dela quando o Jorge ia dançar.
Do disco Amar la Trama de 2010 apareceram Las Transeúntes e La Trama y el Desenlace. Também deram o ar da graça Transporte, Caí creo que caí, Sanar, Luna de espejos e Deseo.
Acredito que foi na dançante Luna de Rasquí em que a bola de cristal voltou a subir (ou descer, de novo, não lembro). Tenho que citar aqui também o ótimo jogo de luzes verdes jogado no teto, ainda mais que o teatro, como o próprio Jorge disse, tinha forma de “cueva”, até ele mesmo ficou parado por alguns observando essa beleza.
Drexler apareceu no bis segurando uma taça, acredito que de vinho branco, ou espumante, não sei, não sou boa com bebidas (risos), para brindar e fechar essa noite, sem exageros, preciosa (sim, tô usando muito esse termo, mas fazer o que se é?!), a excelente Todo Se Transforma, numa versão um pouco mais “dançante”, e que cai como uma luva numa cidade tão famosa pelos vinhos como Mendoza: “mientras se pisaba el vino que bebió tu boca roja. Tu boca roja en la mía, la copa que gira en mi mano y mientras el vino caía…”
“Me haces bien, Me haces bien, Me haces bien…”

Jorge Drexler é um grande cantor, compositor (até Oscar já tem por isso), músico, toca ao melhor estilo Djavan e Caetano Veloso, daquele jeito de dedilhar a guitarra (nesse show foi só guitarra elétrica mesmo, nada de violão), e para fechar o pacote com chave de ouro, é pura simpatia no palco. E além de ser essa grande presença no palco, dá espaço para seus talentosos músicos também brilharem.
Justo no dia do show tinha feito um passeio da alta montanha que tem em Mendoza, e o resfriado que peguei na saída do show do LaOreja de Van Gogh continuava e aumentou depois desse passeio por causa da mudança de altitude, e se não tivesse o show, teria ficado hibernada no quarto sem fazer nada num sábado a noite, mas ainda bem que teve esse show, até consegui melhorar, não tem como não melhorar com momentos assim e de quebra vi um espetáculo delicioso e precioso! Uma excelente experiência musical, conceitual, que acredito que posso dizer íntima, entre amigos, dinâmica, visual, num jogo de luzes que se encaixa ao que se propõe, e que consegue mexer com nossas emoções, Gracias Drexler! 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

¡La Oreja de Van Gogh en Mendoza!

Depois de finalmente soltar os posts dos meus festivais preferidos no Brasil, é hora de finalmente falar sobre música espanhola.
Fotos minhas
15 de maio de 2014
Me ferro pra conseguir sair do interior de SC pra tentar ver shows em SP/RJ, imagina então pra tentar ver show nos países hermanos, tirando Juanes que foi um misto de planejamento e sorte, nunca tentei, principalmente por motivo $$, ir em shows de artistas latinos na Argentina, por exemplo.
Sempre tive azar com La Oreja de Van Gogh, uma vez estava em Buenos Aires e eles tocariam lá dois dias depois que fui embora, e naquela baita sorte de ir ao Rock in Rio Madrid, eles tocaram no final de semana anterior ao que fui. E claro, como praticamente todas as bandas espanholas que curto, nunca tocaram no Brasil (com exceção de El Canto del Loco).
Programei minhas férias para estudar espanhol em Mendoza na Argentina, confesso que escolhi Mendoza também por as vezes ter shows bacanas por lá, e acabei tendo uma baita sorte. Alguns dias depois, La Oreja de Van Gogh anunciou que faria show lá (Sem falar que também peguei show do Jorge Drexler, próximo post), fui atrás do ingresso, mas não tinha venda online e nem por telefone, deixei para comprar quando chegasse em Mendoza, uns 10 dias antes do show, cheguei num sábado a noite, no domingo quando iria atrás do ingresso, anunciaram no twitter que todos os shows da turnê na Argentina estavam com ingressos esgotados.
Conversei com mendocinos e eles me recomendaram a ir na frente do Auditório Ángel Bustelo que sempre tem alguém vendendo, cheguei uma hora antes, não tinha nenhum sinal de “vendedor”, fiquei por ali, até que chegou uma moça perguntando quanto tava o ingresso, falei que estava esgotado, e aí ela disse que tinha ingresso para vender, já desconfiei, disse que trabalhava ali e tinha ingresso para o setor de Invitación, um preço até que razoável pelo que achei que pagaria pra cambista. Dei uma choradinha pra ela, falei para não me vender ingresso falso, disse que não era dali, ela disse que o ingresso era original e que iria comigo até a entrada pra eu ter certeza da vericidade do ingresso, e ela fez isso mesmo, foi até quase onde entreguei o ingresso. O lugar não era o melhor, mas era o melhor que poderia conseguir pelas circunstâncias, como era no setor de invitación, não era lugar marcado, quem chegava primeiro, escolhia o seu lugar, como cheguei até que cedo, consegui um bom lugar.

O show estava marcado para as 22hrs, e nessa hora entrou no palco Lowrdez para um pocket show de abertura, bacana, mas nem prestei muita atenção nas músicas, só olhava para o guitarrista, que me lembrava o Rafael Cardoso. hehe
Mas teve um momento que me arrepiei nesse show, fizeram uma versão de La Ciudad de la Furia e dedicaram ao Cerati, que justamente naquele dia completava exatos 4 anos em coma. :’( Sdds Cerati!! Faz muita falta nesse mundo!!
Lowedez
Acho que LOVG é o único caso em que trocaram o(a) vocalista e que deu certo. Quando anunciaram que Amaia Montero sairia cheguei a pensar que a banda acabaria, porque a voz da Amaia é única, tão característica, as músicas de LOVG são o que são pela identidade musical da banda e vocal que a Amaia impôs. Pra mim seria como quando a La Quinta Estación anunciou o fim, não daria para continuar a banda sem a Natalia Jiménez. Mas aí por sorte do destino e competência dos que “sobraram” de LOVG, encontraram a Leire Martínez. Acredito que ela consegue dar ainda mais vida as músicas, e como um cara disse minutos antes de começar o show, a Amaia era “princesinha” demais no grupo, a Leire combina com o grupo. Aqui, vendo de fora, pra mim está um “casamento” perfeito, Leire aceitou essa baita responsa e está se saindo muito bem!
Não lembro exatamente quando comecei a escutar LOVG, mas já devem fazer uns 8, 10 anos, ou mais, não sei. Mas lembro que a primeira música que escutei foi Rosas, minha irmã colocava no quarto dela aí eu “pô, isso é massa!” e aí sempre tava querendo ouvir a música da “carita empapada” e depois conhecendo os discos.
E foi justamente Rosas que abriu o setlist, e que vem abrindo a turnê Primera Fila, aliás, um excelente setlist, claro que sempre fica uma ou outra que a gente adora de fora, mas acho que não mudaria quase nada. rs
Por mais que eu goste da organização e tranquilidade que um show com lugares marcados dá, é fodz complicado ficar sentada num show como o do La Oreja, só balançando o pézinho. Acho que foi já em Mi Calle es Nueva York que alguns se levantaram e já tava toda feliz pensando que o show seria em pé, mas logo eles tiveram que sentar :’(
Xabi e o Theremín
“Pensé que era un buen momento, por fin se hacía realidade”, ay 20 de Enero, para mim é praticamente um clássico já! rs. Aliás, por mim comentava todas as músicas, mas melhor não porque sempre me empolgo escrevendo e o negócio já tá meio grande.
Muito bom poder ouvir ao vivo Perdida, essa é daquelas músicas que diz muito para e por mim. Outro dos “clássicos” que apareceu foi París, coisa linda, e em seguida, mais uma que eu adoro Europa VII.
A linda Palabras para Paula, que foi feita em homenagem a filha do Haritz Garde é daquelas músicas que SE um dia eu tiver um filho ou filha eu vou colocar para escutar muito, e claro, terá um significado totalmente novo.
Palabras pra Paula                                                                       María
La Playa é daquelas para sair berrando e cantando com olhos fechados (rs) “y un día verás que este loco de poco se olvida”.
Mais um dos “clássicos”, a primeira música do primeiro disco, Dile al Sol, que recentemente já fez 16 anos (!!), El 28!
Teve a linda visita de María ao som do ukelele do Pablo Benegas, claro, sem a participação da Natália Lafourcade, mesmo preferindo essa versão em forma de dueto, ainda assim continua sendo uma linda versão.
Amo essa versão que estão fazendo de Deseo de Cosas Imposibles, um jeito “semi” acústico, com os 4 juntos e Haritz continuando na bateria.
É oficial: nunca chorarei num show, não chorei nos shows do Paul em Something e Here Today, nem em Turn no Travis ou The Universal no Blur, meus olhinhos só brilharam em Wake Up no Arcade e não chorei em Jueves, pra mim uma das músicas mais lindas! Feita em homenagem as vítimas do atentado aos trens em Madrid em 2004, serviu como a música que apresentou Leire como a nova voz da LOVG. Não sei como consegui gravar, mas depois do show do Juanes que me arrependo de não ter feito mais vídeos, nesse fiz mais. Ficou meio tremido porque olhava pouco para a câmera, e preferi filmar porque aí não cantava e não estragava esse efeito lindo que a música passa, só com o excelente piano de Xabi San Martín e a tremenda voz e interpretação da Leire.
Agora não lembro mais se foi em Muñeca de Trapo ou El Primer Día del Resto de Mi Vida que o povo finalmente se levantou, mas só sei que deveria ter sido assim o show inteiro. El Primer Día... além da parte animada com o coro do “ooôôoo” serve também como um banho frio para lembrar que logo o show acaba, já que encerra a primeira parte do show.
Foram tantas músicas no bis que perdi a conta, parecia show do Paul McCartney. A primeira do bis foi a mais nova no repertório, e também ótima, Pálida Luna.
“Quedate esta fria madrugada, quedate hasta que la luz me alba” olha, se durasse mais, eu ficava! Cometas por el Cielo é uma das que mais gosto nessa fase Leire, me passa uma sensação tão boa, “Y que pequenos nos veran, los que no volaron nunca”. Sem falar que a música permite a entrega do público com o “uuuôôô uuuôôô...”.
Com Pop o auditório foi tomado por um clima totalmente festivo e divertido (mais ainda).
O tom já de despedida não tira a energía que tem La Niña que Llora en tus Fiestas. Aliás, adoro a forma como a Leire finaliza as palavras como “Miramé” e também em várias outras músicas, forçando e alongando a sílaba final.
“Mi mundo empezando a temblar, presiento que se acerca el final” letra mais que perfeita para finalizar o show, e é assim que acaba, com a excelente Puedes Contar Conmigo, em um setlist também excelente! “y sólo quedarán los buenos momentos de ayer”
Os quase 20 anos de carreira do LOVG fizeram com que eu visse um dos melhores shows que já vi, sério. Pablo é incrível na guitarra, violão e ukelele, mesmo com aquele jeito que pra mim chega a ser tímido. Fantástico o som que ele consegue tirar desses instrumentos, principalmente quando você olha para o palco e não vê uma outra guitarra ou violão de acompanhamento. Xabi além de um excelente compositor, culpado pelos grandes sucessos do LOVG, é um grande pianista, que fica evidente em músicas como Jueves e em tantas outras da banda que ficaram tão famosas também pelo som característico do piano e teclado. Haritz e Álvaro Fuentes tem uma presença visual um pouco mais discreta, mas não musical. Leire é tudo o que já comentei acima, somando todos eles, dá uma qualidade fantástica de show, só senti falta dos violinos que tem nos cds e no dvd Primera Fila, mas mesmo assim, um show lindo, e a banda em excelente sintonia. Foi só com esse show que consegui diminuir a minha obsessão que estava com Arcade Fire após os shows no Brasil, precisava de uma nova obsessão. Só me arrependo por não estar com uma bandeira do Brasil, só para deixar uma marquinha de leve para eles neh. PQP, cadê essas produtoras brasileiras pra trazer essas bandas para o Brasil?!
Segundo as informações “oficiais” de divulgação, o show começaria as 10 e terminaria as 11:30, sabem de nada, inocentes! LOVG começou as 10:30 e terminou a 1hr, com um tempo muito bem aproveitado, num setlist para mim, perfeito!
Nesse meio tempo teve problema com as caixas de som do lado direito do palco, parando o show por uns quase 10 min, o que serviu para Leire trocar de roupa e pedir desculpas no jeito mais fofo do sotaque espanhol. Amei Mdza, o auditório ficava a 7 minutos a pé da casa onde estava, saí do show com uma pequena caminhada, sozinha, tarde de noite, pensando na ótima sensação do show. E até nem foi tão mal ficar meio que doente por uns 4 dias por causa do frio que peguei. rs
Xabi falando para Leire que terão que parar o show
Também não inventei de ir atrás da banda em aeroporto e hotel, primeiro por preguiça mesmo de ir atrás das informações, estar sozinha, sem os meus cds e também nem ia dar, essa cidade de Mendoza consumiu meu tempo de um jeito, acordava, ia para aula, saía pra fazer algo e quando via já era hora de ir dormir de novo.
Fico agora também com a lembrança da dona da casa onde estava, comentando num jantar com amigos dela que eu tinha ido ao show de La Oreja, e aí sob efeito do vinho, ela e as amigas ficaram cantando berrando Rosas. hauahaua

La Oreja volta para a América do Sul agora em novembro, inclusive passam novamente por Mendoza, mas claro, nada de Brasil, cadê gravadora e produtoras pra trazer esse povo hein??!! 

domingo, 30 de dezembro de 2012

¡Snow Patrol en Buenos Aires!

Relato de uma brasileira num show de uma banda irlandesa na Argentina. jeje
Fotos by me
Pois é, ainda não postei sobre isso aqui. Aproveitar pra postar ainda em 2012! Já teve todo aquele blablabla de fim do mundo, perdemos o gênio Oscar Niemeyer, a grande Dona Canô, já passou natal, e eu não postei sobre isso ainda. Isso acaba me fazendo ficar nostálgica, ano de 2012 até que foi ótimo em quesitos de shows e diversão, e pensar que comecei o ano achando que iria só no Lolla... hehehe
Bom, um dos motivos que me fez ver o show do Juanes em Buenos Aires foi o show do Snow Patrol em 07/10/12, já que a minha irmã queria uma companhia pra ir pra Buenos Aires, passar o aniversário dela lá e de quebra, ir ao show do Snow Patrol.
Claro que fui no show do Snow Patrol também, e não foi nenhum sacrifício (rs), já tinha visto o show deles no Festival Natura Nós em 2010, e não ia conseguir ir nos shows da turnê Fallen Empires no Brasil que foram apenas em dias úteis.
O show, assim como o do Juanes, foi no Luna Park. Já falei por aqui como adoro esse esquema de show, basta chegar alguns minutinhos antes e seu lugar tá lá marcadinho. Tinha uma banda de abertura tocando, mas estavam tendo problemas no som e o show acabou antes, uma pena, a banda era bacaninha.
Tivemos um probleminha somente na retirada dos ingressos, já que primeiramente o show seria em outro lugar, e assim, mudou a empresa que vende os ingressos, mas depois deu tudo certo.
Hands Open abriu o show e aí as cadeiras do Luna Park serviram apenas pra marcar o lugar, porque ninguém mais ficou sentado.
Take Back the City foi bacana, tanto pra eles que estavam voltando pra Argentina, onde foram bem recebidos, e pra gente, que tava naquela ótima cidade novamente!

Ele dedicou This Isn't Everything You Are para os argentinos, já que o clipe dessa música foi gravado em Buenos Aires, com imagens de tango. “this beautiful dance that irish people can´t dance”
Gary brincou com o público, teve problema na voz, e aí um cara na plateia jogou uma balinha para ajudar, só que a bala foi na cara dele, e Gary pra zoar, agradeceu o gesto do cara com o “tiny penis” hauahaua
Em Shut Your Eyes fez uma brincadeira com o público, fazendo o Luna Park sussurrar a música! Meu vídeo:
Minha irmã um momento levantou um cartaz, mas até nisso o público argentino é bacana, eu pedi pra ela abaixar, pra não incomodar os outros, aí a menina que tava atrás perguntou o que estava escrito no cartaz, minha irmã disse “It´s my birthday”, a menina pediu pra ela levantar mais alto, e quando o Gary mandou um “Happy Birthday” pra ela, a menina de trás ficou mais contente que minha irmã, ficou até pulando! hauahaua... eu tava filmando bem no momento que o Gary aponta pra gente, até tremi. kkkk
Já que ficamos na frente do Pablo, acabei prestando mais atenção nele, gostei, simpático (hauahuaa), tadinho, ficava tímido quando ia tirar foto dele. E também, tá bem melhor que aquela versão gótica que ele era. hauahuaha
Run, Chasing Cars e Open Your Eyes fizeram um lindo coral no público, bem bonito!
Minhas preferidas foram Chocolate, You´re All I Have, Called Of The Dark (só faltou a dancinha do Gary hauahaua) e Hands Open.
Setlist que a minha irmã ganhou
As camisetas da turnê do Snow Patrol também estavam a venda, e lá na Argentina tinha modelos baby looks pras mulheres, e ainda, mais barato, detalhe que eram as mesmas camisetas!! Lá custava 100 pesos (nem 50 reais), e aqui na turnê no Brasil estava R$ 80,00, e aqui além dos espaços escondidos para a venda, só tinha modelos masculinos. Deixei pra minha irmã comprar aqui no Brasil uma pra mim, e além de pagar mais caro, fiquei com uma camiseta sacão! hauahaua

Como o Luna Park é num quarteirão, foi só sair, contornar o “estádio” e esperar um pouquinho pra pegar autógrafos deles. No meu cd consegui do Jonny, do outro Johnny (rs), do Pablo e do Tom, faltou do Nathan que sempre foge nessas situações, e do Gary, que chegou bem perto, mas bem na hora foi chamado pra ir embora. Mas aí como a minha irmã deu uma de stalker e foi nos 3 shows deles na turnê do Brasil, conseguiu os que faltavam. Gracias! Agora tenho um cd internacional todo autografado. hehe
E fico feliz que os shows no Brasil fizeram sucesso e tiveram boa repercussão, apagou aquela péssima imagem deixada para a banda do público (não da banda para o público) no Rock in Rio, em que colocaram eles pra tocar para um público pouquíssimo receptivo do RHCP.

Ahh, um serviço de utilidade pública: Para você que está pensando em comprar uma câmera da Nikon, fica aqui minha reclamação, elas são uma merda para gravar shows, tive uma péssima experiência tanto nesse show, quanto o do Juanes, no Planeta Terra... a imagem é em HD, mas já o microfone... e não é culpa do som do lugar, porque câmeras da Sony no meu lado fazem vídeos com sons bem melhores. E o pior que fui buscar vídeos no Youtube de vários modelos da Nikon, e também, com o mesmo triste resultado. Deveria ter pesquisado isso antes... fuuuu

Já que são as últimas horas do ano, então, ficam aqui meus desejos de um excelente, saudável, sortudo, rentável e divertido ano de 2013 para todos!! E espero que seja mais um ano que me dê motivos para postar aqui! ;-)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

¡Juanes en Buenos Aires!

No creo en el jamas!!
Relato de uma brasileira num show de um colombiano na Argentina. jeje
Print de um vídeo meu
Que te puedo decir?! Estoy muy contenta!!! jejeje
Há alguns meses, minha irmã pediu pra ir junto com ela pra Buenos Aires, pra comemorar o aniversário e de quebra, assistir uma das bandas favoritas dela, Snow Patrol no dia 07/10. No início nem queria ir, mas promoções de milhas, e quando vi que no facebook do Juanes tinha um evento de show dele em Buenos Aires no dia 06/10 me animei, aí depois de alguns dias, fui ver na agenda dele e só prestei atenção no show que ele faria no dia 02/10, e achei que nem teria mais o dia do 06, já tinha até me conformado que não teria show; Aí minha irmã avisa que teria o show no dia 06 mesmo, e no mesmo dia compro o ingresso, só pra 7ª fila pq os outros assentos já estavam cheios, mas mesmo assim, um ótimo lugar pra ver esse tipo de show, Unplugged.
Todas as fotos by me

Agora tentei lembrar a primeira vez que ouvi Juanes, quando conheci ele, mas não consigo, acho que foi em... caramba, já faz alguns vários anos! E agora pude ir num show dele!! Depois de ter ganho uma promoção do Portal Freakout pra ver ele no Pocket show que ele fez em 27/06 no Teatro Geo em São Paulo, o resultado seria divulgado numa sexta, acabou divulgando na segunda a noite, fui saber na terça, buscando pelo twitter, no site deles não tinha a notícia, e aí já não conseguiria comprar passagem e tudo para poder ir no pocket que foi numa quarta. Só fui ver depois de dias a mensagem que me mandaram no Face, foi cair em Outras Mensagens ...mas dá nada agora, vi um show inteiro, 2 horas de música de qualidade e num ambiente super agradável!!


Sempre acostumada com a maioria dos shows no Brasil, em que tem que chegar cedo pra pegar um bom lugar, lá não, bastou chegar alguns minutinhos antes, lugarzinho já marcado, assistir uma banda de abertura argentina bacana (que não peguei o nome, não falaram quando acabaram o show – me lembrou um pouco Efecto Mariposa, Amaral...), depois assistir Vicente Garcia da República Dominicana (que está acompanhando a turnê do Juanes) tocar 3 músicas. 
Ay Dios mio papa!
O show do Juanes é uma delicia de se assistir, baladinhas, músicas mais dançantes, Juanito interagindo com o público, simpático, carismático, talentoso, vozerão ao vivo. É uma pena que em algumas músicas que eu tava doida pra ficar em pé, o povo permanecia sentado, aí com vergonha, ficava sentada também, mas nas músicas que eu mais queria deu pra ficar em pé!


O setlist passa pelas principais músicas da carreira do Juanes, e por quase todas as músicas do cd/dvd Tr3s Presents Juanes: MTV Unplugged - Gravado em 01/02/12 em Miami e lançado em 29/05/12 - e dirigido pelo grande Juan Luis Guerra. O disco está concorrendo a 5 Grammys Latinos: Álbum do ano, Melhor vídeo de longa duração, Gravação do ano e canção do ano, e Juan Luis Guerra como produtor.
E se engana quem acha que ver um show desses, Unplugged, é o mesmo que assistir o dvd, sim, a qualidade é a mesma que no dvd, mas ao vivo é ainda melhor, Juanes é um verdadeiro artista, presença de palco incrível, e sem contar que está muito bem acompanhado pela sua banda. 

Primeira música da noite foi Fíjate Bien, depois La Paga, a sequência certinha não lembro mais, e não tô encontrando...
Para mim, o destaque ficou com Nada Valgo Sin Tu Amor, adoro demais essa música, letra “simples” (modo humilde de dizer, rs), mas tremenda! Adoro a mudança de ritmo que a música tem!
Juanes tocou a nova (e ótima) La Señal, música escrita por ele e Juan Luis Guerra para o dvd Unplogged.
Azul Sabina é uma delicia de se ouvir ao vivo, a música foi escrita por Juanes, Juan Luis Guerra e Joaquín Sabina também para o dvd Unplugged, e está concorrendo ao Grammy Latino de canção do ano. Claro que faltou a participação do Sabina, mas mesmo assim ficou muito fofo!

... dead!
Juanes tocou a nova Dime, e como ele disse, tocar músicas primeiro em shows para ele é como tocar para amigos em sua casa. Gravei, mas o microfone da minha câmera ferrou com o vídeo, uma pena!
Pedacinho que prestou de Dime. #MáquinaFail

Nunca fui muito fã de Para Tu Amor, acho que é porque é a música mais popular do Juanes no Brasil (já que foi tema de novela, se não me engano foi em Páginas da Vida hehe), mas ao vivo ela fica muito mais linda, me encantó!

Um dos únicos vídeos que ficou com um som até que descentinho, mas o foco não ajudou.

Tava doida pra que ele tocasse Fotografia, e ele tocou!! Não teve Nelly Furtado nessa versão, mas quem fez o dueto com ele foi a backing vocal dele, ficou bacana!
Adorei também Me Enamora, Juanes brincando nos acordes iniciais, e no meio da música deixando os integrantes da banda se "apresentarem", mas gostei principalmente porque foi a música que tomei coragem e fiquei a música inteira em pé (o povo da frente permanecia sentado, a moça do meu lado sempre se levantava, aí me juntei a ela hehe), e com miradas do Juanes pra mim! Bah!! hehehe
Teve também Es Por Ti (com o andamento mais lento), La Camisa Negra (papa!), Yerbatero (gente, o que foi o Juanes na introdução dessa música?! Apontando direto pra uma mulher, oh God! kkkk).
No bis teve Volverte a Ver e Y No Regresas também com andamento mais lento, e Gotas de Agua Dulce e Mala Gente pra sair dançando e cantando alto!!

Vídeo horrível de GDAD (meu), #MáquinaFail... una lástima!

Senti falta de Hoy Me Voy no setlist, mesmo que sempre que escuto o cd do Unplugged eu passo essa pra frente, não suporto a versão com a Paula Fernandes, não somente pelo fato da versão ser mais lenta, mas pela voz da Paula, particularmente não gosto, e sei lá, não encaixa sabe?! Fico pensando na quantidade de ótimas cantoras brasileiras que poderiam ter feito esse dueto... maaas, aí é questão comercial da Universal Music neh. Então é ficar com a lembrança da versão (muito boa) com a Colbie Caillat e a versão original do disco La Vida... Es un Ratico. 
Por mim também o Juanes poderia somar no setlist todas as músicas do La Vida... não teria problema nenhum ter mais meia hora de show pra ouvir essas, principalmente a música tema do disco, e No Creo En El Jamás, minhas preferidas dele.
Brincando com o público em Me Enamora
E claro, a mais sentida foi Odio Por Amor, ele vinha tocando na maioria dos últimos shows pra fechar o show, mas no dia 06/10 deixou de fora, tá certo que ele tocou outras que não toca geralmente, mas não dá pra deixar essa de fora não!
Então, a despedida com o público ficou com a dançante e sempre excelente, A Dios Le Pido, ou como uma moça falou há uns anos num programa de rádio no Brasil pedindo a música, Adeus Lipídios... kkkkkkk

Pedaços de Me Enamora e A Dios Le Pido, o som ficou mais horrível nessas, daí tive que cortar tudo.

Adorei praticamente tudo no show, o estilo do palco, as luzes, a forma como os panos atrás iam se mexendo, a banda, os backing vocals, os metais... tudo! jeje
O som do Estádio Luna Park me pareceu muito bom lá, mas aí ao ver os vídeos da minha câmera não ficaram tão bons quando a música tinha muita bateria, acho que é coisa do microfone da minha câmera, o mesmo aconteceu com os vídeos do Snow Patrol no dia seguinte, uma pena, o mejor, una lastima. E por outros vídeos que vi do show por aí, o problema era da minha câmera mesmo, que m****!

Quero muito ir um dia no show "normal" do Juanes, um show mais "elétrico" entende?! Pra poder ficar o show inteiro em pé, bailando! hehehe
E agora é esperar que Unplugged Tour passe pelo Brasil pra poder presenciar esse ótimo espetáculo novamente... e não passou :'( 

"Volverte a ver es todo lo que quiero hacer. Volverte a ver para poderme reponer..."
"ai que raiva" rs
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Ah, falando em show latino no Brasil, Calle 13 dia 13/11 em Sampa, pena que não vou poder ir, dia útil sabe... :'(