Mostrando postagens com marcador Lollapalooza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lollapalooza. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Lollapalooza 2014! Arcade Fire again, Johnny, Jake, Vampire...

Continuando a soltar os posts empacados nos rascunhos! Ainda mais depois de uma semana tensa, num ano já bastante conturbado, o negócio é fazer o que você curte e de vez em quando parar para lembrar do que te faz bem! Gosto de fazer esses posts aqui para deixar o meu ponto de vista do festival, alguém do público mesmo, e não mais um jornalista. E para deixar registrado para recordar.
Fotos minhas
06/04/2014, voltei, Lollapalooza!! Depois de ir na edição de 2011 e de ter desistido de ir na edição de 2012 por principalmente motivos financeiros e bandas que eu queria ver em dias diferentes, esse ano comprei o ingresso já na abertura das vendas, motivo: Arcade Fire!
Acho que pela primeira curti um festival desses como se deve (ou não, depende do ponto de vista), já que tinha visto Arcade Fire muito bem e de perto no Rio, aproveitei para ver as outras atrações e andar bastante entre os palcos antes de rever AF, e vendo eles fechando o festival com talvez o show mais #fueda em festivais que já vi, acho que só tio Bruce Springsteen e Blur me passaram essa sensação em festivais.

Localização
Na pqp! Brincadeira, na pqp é onde eu moro! O povo reclama de ter que pegar uma linha de metrô e mais uma de trem, tá de boas! O Rock in Rio é bem mais longe e demorado pra chegar estando na zona sul carioca. Mas confesso que deu uma pontinha no coração já que o Jockey era bem perto do hotel. O problema (o primeiro) foi aquela subida desgracenta entre a estação e o Autódromo, duvido que o Perry tenha feito esse trajeto a pé na divulgação do Lolla.
Entrada e Retirada de Ingressos
Como fui somente no domingo, no sábado estava ainda no Rio lindo me recuperando do show do Arcade, e com um dia sem lotação no Lolla, não peguei fila na entrada, fugimos do Portão 9 que tinha fila e andamos (mais um pouco) para entrar pelo portão 8 que estava bem tranquilo. Minha irmã tinha ido no Lolla no sábado e fez a retirada do meu ingresso, nesse dia segundo ela, teve um pouco de caos pra entrar, e uma filinha pra retirada dos ingressos.

Autódromo de Interlagos
Confesso que curti muito o Lolla no Autódromo de Interlagos, mesmo andando muito, talvez tenha escolhido o pior festival pra ficar andando de um lado para o outro devido as subidas e descidas, solzão e distância entre os palcos, mas valeu a pena. Os palcos estavam muito melhores localizados que no Lolla do Jockey Club, não senti interferência nenhuma de som entre os palcos e a visualização ficou bem melhor. No Jockey os palcos eram baixos e tinha desníveis na pista, era só ficar um pouco pra trás e ter que depender só do telão! O som também nessa edição estava bem melhor! Ay, tão lindo festival com solzão, morrinhos verdes, galera animada, e podendo tomar cerveja de boas, já que em outros festivais não tomava durante a tarde pra não perder um bom lugar perto do palco por motivos fisiológicos.
Estrutura/Organização
Entramos no Lolla, aproveitamos rapidinho pra comprar as fichas pra não pegar filas depois, o que na verdade nem precisou porque durante todo o dia/noite estava bem tranquilo pra comprar, sem filas, bastantes caixas disponíveis. Só tinha que cuidar se fosse comprar direto com um ambulante, esse poderia estar cobrando mais caro. Domingo estava mais de boa, então mal pegamos filas para comida, em banheiros até que tinha um pouco, mas era só andar (MAIS) um pouco e achar um mais vazio ou um que tivesse alguma tia da limpeza berrando pro pessoal: “viu um livre entra, caramba, não tem fila!”. O maior erro do Lolla: falta de lixeiras, tá certo que em festival desse porte o povo é meio porco e vai soltando lixo no caminho, mas a organização do Lolla foi bem mais. Já quando entramos no domingo tinha lixo do sábado (tem que aprender com o multirão de limpeza do Rock in Rio, Perry), cheguei a andar de perto do espaço Skol até o palco Onix com coisa pra jogar fora e não achava um puto lixeiro.

Mas vamos ao real motivo da ida ao Lolla, as atrações musicais.

Francisca Valenzuela
Chegamos ao palco Skol bem no início do show da chi chi chi le le lena Francisca Valenzuela, que eu estava querendo ver. Conheci a Chica (já sou íntima) lá por 2010 buscando bandas chilenas, gostei do som, músicas bonitinhas, me lembrava um pouco Julieta Venegas. Confesso que ao vivo me surpreendeu, tinha visto uns vídeos dela ao vivo e não tinha achado tanto assim, mas ao vivo nessa Lolla, foi ótima, tinha momentos meio The Voice em que quando ela soltava umas notas altas mais longas, o povo que não conhecia berrava e aplaudia. Tem uma boa presença de palco, mostra bastante simpatia. Fico feliz por ter ouvido Buen Soldado, Peces e Mujer Modelo ao vivo. O problema, como em qualquer show de festival que você está gostando, foi curtinho demais.

Illya Kuryaki and the Valderramas
Curto muito a música latina em geral, e finalmente um festival de grande porte brasileiro está incentivando mais isso, prova disso foi sair do show de uma chilena e ir para o Palco Onix pra ver os argentinos Illya Kuryaki and the Valderramas, que já tinham começado o show, pena que o público era pequeno, mas mandam muito bem ao vivo, som bacana numa mistura de hip-hop, funk rock, soul..., assim meio sem papas na língua. Quem tava ali se divertiu bastante, Dale! "Abarajame en la bañera, abarajame en la bañera, nena. Be cool, don't be culo, man chico boludo" 

Hora de um rápido carinho almoço, sentar na grama, beber cerveja e ver Raimundos de lonjão mesmo, deu uma baita vontade de descer o morro correndo pra perto do palco quando eles tocaram as músicas do álbum de estreia deles. pqp, ouvia muuuuuito esse disco!

Johnny Marr
Talvez um dos principais nomes da história da música por fazer as melodias do The Smiths, Johnny F*ckin Marr, um show típico daqueles festivais deliciosos, palco Onix combinou e muito com esse show, morro verdinho tomado (nem tanto, poderia ter mais pela qualidade de quem estava se apresentando) de gente, famílias, pais com filhos, tiozões praticamente chorando hehe, clima adorável. Esse cara toca muito, brinca com a guitarra, mesmo tendo quebrado a mão um mês antes. Dá para ver de onde Noel Gallagher bebe da fonte, até o visual é parecido, mas claro Johnny toca bem mais. A fase anos 80 nunca chegou perto de ser minha década favorita da música, mas cara, como é bom ouvir esse tipo de música ao vivo!! Johnny acompanhado com uma banda super competente fez um dos melhores shows desse Lolla (dos dois dias, claro). Mesclando músicas da carreira solo do disco The Messenger, momentos divertidos como o cover I Fought the Law, e quatro músicas de The Smiths, em que em How Soon is Now, chamou seu amigo de infância para assumir o baixo, nada menos que Andy Rourke, aí sim que a geração Smiths veio abaixo! Um tiozão atrás de mim falava “não acredito, não acredito”, enquanto um cara perto ficava o show inteiro berrando “volta com o Morrissey porra, casa com ele, faz um filho nele” hehehe.
E para fechar esse show foda, um dos momentos mais bacanas desse Lolla, There Is a Light That Never Goes Out!
“Take me out tonight, where there's music and there's people who are young and alive”

Acabou o Johnny e fiquei bem perto do palco pra ver Vampire, mas aí decide sair dali porque não tava a fim de ficar muito tempo parada esperando, tinha até um cartaz de Ya Hey que quando saí dei para uma menina qualquer que depois ficou meio que palando com o papel! rs. Fui andar (mais um pouco), comer, e ainda deu pra um ver um pedacinho de Ellie Goulding bem de longe hehe, voltei para o VW e ainda peguei um bom lugar, tks Lolla e seus morrinhos!

Vampire Weekend
Eu e meus primos, tu e teus primos
Micareta indie? Não curto usar termos tipo indie rs. Confesso que as primeiras músicas que ouvi do Vampire Weekend um tempo atrás, não tinha curtido, mas depois, principalmente semanas antes do Lolla comecei a curtir mais. Músicas divertidas, um bom som, com qualidade. Com um palco Onix ainda muito mais cheio que para Johnny Marr, uma recepção bem calorosa para os americanos: “TAMO JUNTO!”
Foi um ótimo show, com qualidade, banda mostrando competência e público respondendo, o pior era os caras no lado querendo imitar o tom e os berrinhos do Ezra, não dá neh gente, apenas parem! hauahahaua
Ezra Photobomb, poor Baio
Curti muito Holiday, A-Punk e Campus ao vivo. Mas o ruim de querer ficar perto do palco é perder momentos como esse aqui.


Jake Bugg
O único show que vi no palco Interlagos foi o do menino Jake Bugg (ou o menino Jáque Bugui vídeo), apenas 20 anos, dois ótimos discos no currículo e um excelente show, completando o palco com um baixista e um baterista, de qualidades claro, e pronto. Sem estrelismo nenhum, alguns diriam que ele é meio blasé, não acho, para mim é só um garoto fazendo uma baita música!! Cheguei a achar ele meio apático até, mas é porque ele é de poucas palavras e na dele, quando fui ver a transmissão da tv deu pra ver os olhinhos do menino brilhando olhando o público. #fofo
Alterna entre a guitarra e o violão, dependendo da música, começou o show com a ótima Kentucky já pra animar o público, seguida pela também agitadinha There’s a Beast and We All Feed It. Teve momentos mais calmos e lindos como em Broken e A Song About Love. Teve também momentos mais animados como em Taste It, Slumville Sunrise This place is just not for me, I say it all the time, What Doesn't Kill You. Enquanto saía pelo lado direito do palco Interlagos para ficar mais perto para a saída para o palco Skol, ele fazia uma excelente versão de My My, Hey Hey (Out of the Blue) do Neil Young. E pra fechar, a também ótima Lightning Bolt. Menino Jake volta para o Brasil em novembro para shows em POA, Rio e SP.

Arcade Fire
Levei tanto tempo para ver Arcade Fire ao vivo que pelo menos a espera foi finalmente saciada num intervalo de 3 dias com 2 shows. E como eu queria e consegui ver eles num show solo (post do show do Rio aqui), a apresentação no Lolla foi como a cereja no bolo.
O setlist foi parecido com o do show do Rio, por isso não vou comentar muito as músicas, teve algumas pequenas mudanças. Novamente, Reflektor abriu o show de maneira única, com uma recepção bem calorosa e com Win Butler já correndo para o público. Neighborhood #3 (Power Out) teve um encerramento mais longo e mais fueda nessa Lolla, curti!
Will Butler marido fofo querido quebrado voltou a ter um momento “primeiras turnês” em que saía doidão pelo palco, desce em Rebellion e já quebrado, ainda consegue tropeçar, e depois quebra o tamborzinho dele. Aliás, Rebellion foi uma das melhores nesse Lolla.
Em The Suburbs, Win trocou a fala sobre o Brasil passar a ser chamado assim após a copa do mundo e fala em bom português “essa música é sobre saudade”, sempre gostei de Suburbs, mas era tipo de leve, pra mim não era nada demais, depois dos shows no Brasil, principalmente esse show no Lolla essa música passou a ter uma importância bem maior, tão linda!
“But I would rather be alone, than pretend I feel alright” minha camiseta do dia, ahh me deixa! Em Ready to Start, uma das minhas preferidas do Suburbs, o mais legal (ainda) foi ouvir a galera em volta soltando duas vezes incorretamente o “Now I'm ready to start” a plenos pulmões!
“Ezra from Vampire Weekend of all people told me what saudade means and that all of our fucking songs are about saudade and it explains so much”. Eu estou desde esse dia pensando o que duas pessoas como Win e Ezra ficam conversando para caírem no tema Saudade! E veio Neighborhood #1 (Tunnels), pra mim a música mais linda nesse Lolla, me passou uma sensação tão bacana, amei a parte em que eles cantam mais baixinho “the names we used to know”.
Incluíram Haiti nesse show! Incluíram Haiti nesse show! Incluíram Haiti nesse show! Só queria deixar registrado! <3 <3 <3
Bom, incluíram Haiti, mas tiraram outras, ficaram de fora We Used to Wait, até que é mais justo, não é tanto para um festival no Brasil, deixaram de fora também Joana D’Arc, pelo menos tocaram essa no Rio. Mas novamente deixaram de fora We Exist, provavelmente por motivos de #TeveLaika.
Outra que não apareceu no setlist carioca mas que apareceu no Lolla foi My Body is a Cage, tá certo que só um pedacinho, queria tanto ouvir essa um dia ao vivo inteira, com todos os instrumentos, mas serviu apenas para abrir a excelente Afterlife. Essa edição quebrou as pernas de muita gente ao colocar New Order no mesmo horário que o Arcade Fire, baita sacanagem! Sobrou pra quem decidiu ficar com Arcade um trechinho de Temptation cantado em Afterlife.
Win recebeu do público uma bandeira do Brasil ao final de Afterlife, e quando volta ao palco, coloca a bandeira na Régine.
Depois disso veio os grandes momentos da Régine Chassagne, meldels!! Fofa! Eu queria ser como você Régine!! Mas acho que ninguém consegue! Depois do show do Rio, Régine novamente brilha fazendo a versão de O Morro Não Tem Vez de Tom Jobim, dessa vez segurando a bandeira do Brasil.
E o que falar dela nervosinha na sequência antes de começar It's Never Over (Hey Orpheus), ficou procurando a escadinha para ir ao palquinho B e não achava, ia de um lado para o outro, até que o Win mostra a escadinha no meio do palco. A parte boa é que a intro foi alongada! Acho que foi a primeira vez que a Régine cantou essa música de costas para o Win, o que só melhorou, já que ela pode fazer ainda mais o que ela sabe fazer de melhor, ser performática. “And if I shout for you, never doubt, don't turn around too soon! Just wait until it's over!"
Aí a coitada teve que já sair correndo do palquinho para voltar ao palco principal para encabeçar Sprawl II (Mountains Beyond Mountains) e novamente com mais uma excelente apresentação.
Os bobbleheads entraram rapidamente ao som de Nine Out of Ten do Caetano Veloso para uma espécie de corte do show, já que não teve bis. Aliás, senti falta de mais bobbleheads nessa turnê no Brasil, pô, nos shows nos EUA e Europa usam bem mais e por mais tempo no palco.
Here Comes the Night Time dessa vez não foi tão divertida como no show do Rio, já que não teve Régine na minha frente gargalhando, mas o efeito geral da música foi tão ótimo quanto, tem muita gente ainda achando que a chuva de papeis picados foi coisa do Lolla, mas nem, aliás, capricharam nessa chuva heim.
Um dos momentos mais épicos (ou o mais) de todos os Lollas no Brasil com certeza veio no encerramento com Wake Up, TODO mundo com os braços levantados, cantando a plenos pulmões, coisa linda!! Não sei se foi sorte ou precisão, mas os fogos de encerramento saíram no melhor momento que poderiam ter saído, bem no “hand” em "when the reaper he reaches and touches my hand!"
Win também desceu algumas vezes para o público, mas sem ter total contato, de certo tava ainda impactado com os abusos que sofreu no show do Rio rs. No show do Rio ele pareceu um pouco chateado com a qualidade do som, tanto é que foi um dos primeiros a sair do palco, já no Lolla foi o último, chamou os outros para continuar Wake Up de uma forma mais acústica e ficou fazendo aposta sobre o Brasil ganhar a copa do mundo, bom, não deu neh?! 7x1.
A Régine me pareceu mais contida no Lolla do que show do Rio, mesmo continuando com aquela energia única que ela passa no palco, nas suas performances, mas é que no Rio ela tava tão solta, tão leve, tão alegre, vestido subindo direto rs, que maridão até deu algumas olhadas mais sérias pra ela.
Arcade faz juz ao que cada vez dizem mais sobre eles, de ser a maior banda atualmente, claro que concordo, tanto em qualidade, composições, a entrega no palco, quantidade de integrantes...
Esse show deles me deu uma sensação enorme de quero mais, queria ter estado mais perto do palco, mas era isso ou abrir mão do show do Jake ou até mesmo do Vampire para ficar mais perto. Se o show do Lolla tivesse sido antes do show solo no Rio, beleza, mas assim deu um vazio tão grande nos dias que se seguiram, na verdade semanas! Só deu uma brecha quando saí de férias. rs, mas claro que deu aquela sensação maravilhosa por ter vivido mais um momento desses.
Comparando os shows do Rio e do Lolla, Arcade funciona ainda melhor para um público bem maior, mesmo preferindo o show do Rio. Indo embora escutei vários comentários do tipo “melhor show que já fui”, “melhor show que já vi num festival” e coisas do tipo, sem contar dos bêbados cantarolando a harmonia de Haiti.

Saída
Quanto a saída do Lolla, foi tranquilo, mesmo com um pouco de aglomero. O problema foi que minha irmã passou meio mal por não se alimentar direito durante o dia, então não voltaríamos de trem, aí aquele velho problema pós shows em São Paulo, falta de táxi, os que apareciam queriam cobrar corridas fechadas, o negócio foi pegar uma linha de ônibus e pegar táxi mais a frente.

Bom, me queimei um pouco, tava acabada no outro dia, mas valeu cada minuto!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Arcade Fire no Rio de Janeiro!!

Fotos minhas
Desenterrando o blog por excelentes motivos (e isso que ainda tenho alguns posts empacados nos Rascunhos, logo solto).
Dia 04/04/14 foi o dia (ou noite, como queiram) em que finalmente vi o show do ARCADE FIRE pela primeira vez!! Que coisa linda!! Não fui na primeira vez que eles estiveram no Brasil, em 2005 no Tim Festival, por motivos de: era muito pirralha, acho que tinha uns 17, acabado de entrar na facul e ainda sem estágio. :’(
Tive que na época ficar ouvindo o povo que foi falando que o show foi lindo, perfeito, emocionante,... Maaas, eis que, 9 anos depois, os rumores da passagem da turnê do novo (e quarto) álbum deles passaria pelo Brasil, Reflektor, e que eles estavam morrendo de vontade desembarcar por aqui. Confirmaram o Lollapalooza com eles como um dos headliners (depois faço um post do dia 6/04 do Lolla, que também fui por causa deles, algumas coisinhas do show deles no Lolla também podem sair nesse post) e os rumores sobre um possível show no Rio de Janeiro aumentaram. Na verdade, minha maior vontade era que o show fosse no Circo Voador, acho que essa turnê ali botaria o lugar abaixo! Mas o Circo seria pequeno para eles, não lotaram o Citbank Hall carioca, mas mesmo assim o show foi a altura de casa cheia. Talvez se o show no Rio fosse depois do Lolla, e com toda a excelente e merecida repercussão do show, lotaria fácil, fácil. Mesmo caso aconteceu com Bruce Springsteen, não lotou o show solo em SP, e depois fez um dos melhores shows da história do Rock in Rio. Ou seja, quem não foi se arrependeu, nos dois casos.
Me arrisco a dizer que Arcade Fire fez o melhor show da minha vida! Por diversos motivos, o primeiro foi o que apareceu no meu rosto no momento em que eles entraram no palco e permaneceu até o final do show, um sorriso de orelha a orelha, não conseguia parar de sorrir, mesmo em momentos mais ternos e emocionantes do show. Até então o melhor show da minha vida tinha sido o do Paul McCartney, mas as músicas do AF tem um significado ainda mais forte para mim, amo praticamente todas as músicas que eles tocaram e ainda faltaram tantas outras, e o show deles é um espetáculo, uma entrega de energia para o público, não que o do Macca não tenha, mas AF é mais espetáculo entendem?! Esse rodízio nos instrumentos entre os integrantes, músicos talentosos, músicas com violino (frustração da vida é não saber tocar isso), acordeão, piano, tambores, instrumentos de sopro, vocais masculinos e femininos, quando todos cantam juntos, músicas em francês,..., tudo! 
É incrível que desde o show solo na sexta, não consigo mais parar de ouvir Arcade (com exceção de domingo no Lolla com outras bandas rs), ponho o fone no pc do trabalho e a primeira pasta que abro é AF, o mesmo com o MP4 e com o cd no rádio do quarto, que o Suburbs não sai de lá há algumas semanas. rs
Talvez isso tenha somado com o fantástico show deles no Lollapalooza no domingo, dia 06/04, em que o som do local estava bem melhor, e o show foi ainda mais explosivo, um público beeeem maior e uma recepção ainda mais calorosa! Talvez o show do Lolla tenha sim sido melhor que o do Rio, mas como estava bem mais perto do palco, conseguia interagir com a banda, e era a primeira vez que via eles, o do Rio leva vantagem nesse caso. Até mesmo porque no do Rio não tinha gente conversando perto.
O grupo fez o pedido e muita gente no público carioca atendeu, muitas fantasias, máscaras, chapéus eram vistos na plateia. Essa junção da turnê de um disco que teve como uma das inspirações Orfeu, o filme Orfeu Negro que se passa no Brasil, e assim como eles mesmo já disseram a inspiração na música brasileira, a bossa nova que começava a surgir no período do filme, com o público brasileiro foi uma combinação perfeita.

Setlist
Como quase que em grande parte da turnê, a música que abriu o show foi Reflektor, já pra levantar a galera com aquela batidinha única, da mesma forma como abre o disco, no show serve para apresentação e pra mostrar o que a banda pretende no show. Assim como praticamente todas as músicas do AF, essa soa ainda melhor ao vivo, e com direito a Régine Chassagne brincar com espelhinhos e refletir a luz no público (pena que esse efeito não funcionou no show do Lolla). 
Palminhas rápidas pra começar a seguinte, Flashbulb Eyes, pra fazer o povo se mexer, o efeito da guitarra, na voz, tambor, funcionou muito bem ao vivo. Acho que foi nessa em Win Butler foi para galera e tirou foto com a máquina de alguém do público, ou em Reflektor, não lembro. 
A primeira de Funeral no setlist foi Neighborhood #3 (Power Out), que maravilha, baixo forte do Tim Kingsbury!! E sempre me traz nostalgia, lá por 2006 tava indo de ônibus para SP para um campeonato e escutando Funeral, sempre que escuto lembro dessa viagem, do ônibus de noite. #CoisasInúteisQueEuFalo! Lembrei disso até no show.
A primeira vez da noite em que os pelinhos dos braços levantaram (antes tava só tremendo mesmo rs) foi em Rebellion (Lies), eike música perfeita!! Som lindo dos violinos da Sarah Neufeld e Owen Pallett. E pela primeira vez na noite Will Butler veio a frente para fazer os coros, que lindo, todo performático, mas muito mais contido que no Lolla (no Lolla ele esqueceu que estava machucado), e principalmente que nos shows do início do AF, em que ele praticamente enforcava o Richard!  
A primeira “surpresa” do setlist foi We Used to Wait, que só eles só tinham tocado algumas vezes nessa turnê. Eu gosto bastante dessa música, mas também preferiria que tocassem outras, mas mesmo assim gostei #indecisa, Win doidão queria andar na grade.
Voltando o setlist pro disco Reflektor, foi a vez de uma das minhas preferidas desse álbum, Joan of Arc, excelente letra, batida, refrão... só senti falta do baixo ao vivo, no disco fica tão bom.
Régine provando que faz de tudo, assume uma das baterias, enquanto o “oficial” Jeremy Gara continua na outra, e com um Win ao piano falando “essa música é como o Brasil será chamado após a copa”, começa The Suburbs, que fofo neh! E aí papai Win no piano sob os olhares da mamãe Régine: "Why I want a daughter while I'm still young, I wanna hold her hand and show her some beauty before this damage is done. But if it's too much to ask, it's too much to ask, then send me a PERFECT SON", assim, gritando perfect, lindo!!
Seguindo a mesma ordem do disco, a seguinte foi Ready to Start, uma das minhas preferidas do Suburbs, com Régine ainda na bateria. Aliás, essas músicas do Suburbs com duas baterias dá um efeito ainda mais bacana no show.
Éh, vou citar todas as músicas porque não consigo deixar nenhuma de fora, me deixa!
Will volta pra frente do palco para mais uma linda do Funeral, Neighborhood #1 (Tunnels), pra gente se esgoelar de vez, e mais um daqueles rodízios de instrumentos, Régine na bateria, Jeremy na guitarra, Richard Reed Parry larga a guitarra e vai para ir no piano,... e aí você fica mais perdida ainda rs
Uma pena que tiraram duas até que “comuns” da turnê, We Exist, uma das melhores do Reflektor para mim, e a lindíssima Haiti, o bom que a consolação foi ouvir Haiti no domingo no Lolla.
A única do Neon Bible foi No Cars Go, como essa música consegue ser ainda melhor ao vivo, incrível!! "Old folks? LET'S GO!!", e Régine tocando outro instrumento, agora acordeão. Aliás, só uma do Neon Bible?? AF tem que começar a fazer várias turnês só com músicas de um único disco, só assim pra deixar todo mundo feliz.
#TeveLaika
#VaiTerLaika e teve! Preferia uma campanha para Intervention ou Keep the Car Running ou outras ainda, mas Laika é sempre bem vinda, foi a primeira vez nessa turnê, aí depois teve no Lolla e no show nos USA essa semana, ainda mais que foi muito bem recebida pelo público daqui.  

A primeira homenagem ao Brasil veio com Win Butler cantando um trechinho de Brazil, a “Aquarela do Brasil” na versão de Bob Russell, que o AF já tocou outras vezes por aí, bem que poderiam ter tocado inteira neh?! Mas dessa vez serviu mais como abertura para talvez a melhor música do Reflektor para mim (mas como sou indecisa, sempre mudo isso), Afterlife.
Ao final de Afterlife, todos olham para Win que vai lá no boneco do Reflektor, aí quando volto a olhar pra frente, Régine está deitada no chão, debaixo do teclado, cara, sério, ela é melhor pessoa do mundo!

A segunda homenagem ao Brasil veio com Régine novamente brilhando, mesmo que o público tenha demorado um pouco a entender o que estava acontecendo (por culpa da acústica), cantando um trecho de O Morro Não Tem Vez de Tom Jobim, assim em puro (e lindo) português mesmo! Fazem campanha pra ter Laika, mas cadê campanha pra eles gravarem um disco de MPB hein??!! Já tava aqui imaginando toda essa junção de instrumentos do AF com a voz fofa da Ré (é, já tô íntima, me deixa) em português, ia ficar tinindo, trincando de lindo!
Em It's Never Over (Oh Orpheus) aparece um pouco da mitologia citada no disco Reflektor, mas senti falta daquele ar mais “teatral”, com a Régine distante do Win no palquinho B, que diferente do Lolla e outros shows, não teve no Rio.
Régine consegue brilhar ainda mais numa das minhas favoritas ever do AF, Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), toda teatral fazendo caras e gestos, “They heard me singing and they told me to stop” cruzando os braços e fazendo biquinho, assumindo sozinha os vocais, dançando e dando um show a parte com aquelas fitas iluminadas (não sei como chama rs). Foi a única música "normal" do AF que filmei, mas só filmei porque não era de pular, não consigo cantar como ela e é uma das minhas preferidas, e foi só uma parte! (VÍDEO). E assim lindamente, termina a primeira parte do show.


A volta para o Bis foi com The Reflektors Band e suas cabeçonas, bobblehead (apenas 3 delas dessa vez, a ex-roubada do Richard estava presente) dublando Nine Out of Ten do Caetano Veloso e sendo “expulsos” do palco pela banda oficial. Então deram início a uma das mais animadas do show, todo mundo pulando, Normal Person! Com Win brincando com o um dos percursionistas, e Ré nesse momento também fazendo a percussão. VÍDEO
Aí o negócio no Rio de Janeiro voltou a ser carnaval! Here Comes the Night Time me proporcionou um dos momentos mais divertidos ever num show, talvez o mais! Puro carnaval, mais máscaras surgiram, mais serpentinas e confetes eram jogados e com direito a uma linda chuva de papeis picados. Nessa hora coloquei a máscara do Mick Jagger (era a que eu tinha, não tenho máscara de “carnaval”), não conseguia ver o palco direito por causa da máscara, mas quando consegui olhar para a Régine, que estava no tecladinho a minha frente, vi ela gargalhando, não sei era disso também, mas deve ser massa estar no palco e ver um Mick Jagger pulando na plateia. hehehe
“Someone told me not to cry”, WAKE UP, meldels Wake Up!! Ganhou o posto de melhor música que já vi num show! Win pediu para acenderem as luzes do local porque ele queria ver o público. Talvez se Wake Up não tivesse sido após um dos momentos mais divertidos ever, teria me debulhado chorando, mas ainda estava em êxtase com HCTNT. Nunca chorei em show, nem mesmo no Paul McCartney quando ele homenageou George Harrison e John Lennon, sempre nesses momentos ao invés de chorar, fico com um sorriso bobo incrédulo no rosto, esperava que choraria, mas confesso que os olhos ficaram marejados mais para a metade da música, tanto pelo momento lindo que foi, a banda tocando a música em forma “acústica”, o público inteiro gritando a música em plenos pulmões e essa letra maravilhosa! Na verdade chorei depois do show, enquanto via vídeos e reportagens dos shows, aí sim. 
(VÍDEO da despedida)
Esse show no Rio não me deu aquela sensação pós show, aquela sensação que só uma banda que você queria muito ver te passa, meio que de total contentamento, mas um certo vazio por ter acabado, não senti essa sensação por que saberia que veria eles já no domingo, mas essa sensação veio e veio forte após o Lolla. A sensação que me deu pós show Rio foi: eles são incríveis, valeu a pena quer tanto ver eles ao vivo e conseguir.

Sacanagem, parece que na passagem de som eles tocaram Crown of Love, bem que poderiam tocar essa, precisávamos de um momento mais com cara do disco Funeral, nem que fosse só um trechinho. 

Considerações Gerais
Régine é um espetáculo a parte, uma voz deliciosa de se ouvir, principalmente quando canta em francês, e ainda toca bateria, acordão, piano, percussão,... canta em português, dança, faz show com fitas, sorri encantada para todos, fofura define! Meldels! Eu quero ser você!! hehehe e ter o seu marido!! Brincava com o público quando eles jogavam serpentina no palco, segurando uma ponta e deixando a outra com o público. Achei a Régine (ainda) mais solta e leve no show do Rio, pulava, dançava, sorria para todos, não que ela não tenha feito isso no Lolla, mas no Rio isso ficou ainda mais evidente. Tanto é que Win maridão as vezes dava umas olhadas mais sérias para ela, não sei se era por isso ou pelo som no Citbank que não saia nas caixas de som como deveria. 
Senti o Win um pouco mais sério no show do Rio, mesmo começando com aquele jeito explosivo dele, já chegou botando o pézão na grade, tirando foto com a máquina de alguém do público. A presença do Win no palco equivale ao seu tamanho, é forte, e está com uma voz ainda mais poderosa ao vivo. E tem que ter coragem com mais de 1,90 de altura usar aquela calça de olho neh, aliás, essa calça já deve ter vida própria. Quando vi ele depois do show só conseguia pensar no quadro do SNL, "Novo membro do SNL ou membro do Arcade Fire?", em que Tina Fey falou que ele parecia ator de filme da Guerra Civil e jogador de basquete sérvio! hehehe. E ele é lindo ao vivo!! Continuando, Win pareceu mais sério durante o show, de certo sentiu que o som estava com problema (onde eu estava, mas para o lado esquerdo, na frente do tecladinho, o som estava até que bom, dava pra ouvir bem as vozes, mas para quem estava no meio na frente estava ruim), meio que deu uma bronca em um dos roadies, e ainda soltava umas olhadas mais sérias para a Régine, não sei se foi impressão minha ou se ele tava bravo com a questão do som, mas enquanto Régine rodopiava e o vestido subia, ele já olhava meio de lado. Comentei com as minhas irmãs, “quer ver que vai ter DR no hotel?!” E não deu outra, no show do Lolla no domingo, Régine dançou menos (não tanto para os padrões dela neh rs), e o vestido era um pouco mais comprido e mais justo ao corpo, ou seja, sem chances de levantar. Lembrei de novo do quadro do SNL, quando Tina Fey fala que a integrante do Arcade Fire é a outra, e Régine faz cara de chateada, de certo a mesma cara quando leva bronquinha. hehehe
Mas tirando esse meu comentário tosco acima, Win e Régine formam o melhor casal da música, o mais fofo, mais talentoso, mais “óóówwnn”, mesmo que nos shows cada um fica mais fazendo a sua parte e pronto. Mas é incrível como a voz dos dois mesmo tão diferentes, se completam tanto nas músicas do AF, uma combinação perfeita! Thanks God que Régine um certo dia resolveu parar com tudo o que tinha que fazer e foi sentar num Cafeteria, e conheceu Win <3 

Arcade Fire surgiu fortemente com álbum de estreia, Funeral, e diferente de outras bandas, não perdeu o pique, os discos foram amadurecendo, com muita qualidade, o meu preferido continua sendo Funeral, mas para mim, todos os discos são excelentes, e esse amadurecimento se vê no palco também, a energia deles ainda é tremenda, não tão doidona como nos primeiros anos, parece mais "profissional" agora, mas ainda assim um espetáculo de se ver, empolgante e criativo.
Não consegui tirar muitas fotos no show, as fotos não estavam saindo muito boas e muitas vezes nem lembrava de tirar, estava muito mais entretida com o show estava curtindo. Resultado disso, quase nem tenho fotos do Jeremy, o Richard não parava quieto e não saia uma direito, a Sarah tocou o tecladinho perto de mim só em Reflektor e só tirei uma foto, depois era mais longe. :'( pelo menos o Tim tava bem perto, mas ficava meio sem jeito quando a pontava a câmera pra ele. Aliás, preciso ir em mais um 5 show deles pelo menos pra conseguir prestar atenção em todos da banda. rs

Queridos
Tão bom quanto a sensação que o show deu, foi sair de lá e tentar ver eles na saída do Citbank, deu certo!! \o/ Poucas pessoas estavam lá esperando, Sarah, Tim, Jeremy e Will (de muleta) apareceram, tiraram fotos, deram autógrafos e conversaram rapidamente com os fãs, pois estavam sendo chamados para irem embora, Win já estava no carro, mas desceu e foi rapidinho distribuir autógrafos. Com o Win só consegui uma selfie forçada enquanto ele dava autógrafos, mas já me deixou felizona hehe. Faltou o Richard e a Régine, que de certo já tava doida de vontade de voltar correndo para o hotel pra ver o baby! 
Meu diálogo super fast com Sarah:
Me: Hey Sarah, thanks, amazing gig!!
Sarah: Yeh, It was fun, right?!
Me: A lot of fun!! 
e pronto, rs.
Local
Como amo o Rio de Janeiro, queria aproveitar mais da cidade, e como estava indo ao show do Arcade, não queria me estressar com filas, espera e possíveis apertos, queria estar relax e curtir o show, então já que estaria na pista premium num lugar “pequeno” e que não estava lotada, deixei para ir mais tarde, cheguei na abertura dos portões, e mesmo assim peguei um ótimo lugar (pelo horário que cheguei lógico), segunda fila, em cima do piso da grade, na frente do tecladinho usado por Sarah em Reflektor, bastante usado pela Régine e também pelo Richard. Claro que deu inveja da minha irmã que foi antes e pegou a grade entre o Win e a Régine, e ainda teve que segurar a perna dele quando ele andou na grade, mas mesmo assim, deu pra curtir muito o show.
O show atrasou praticamente 30 min, acredito que os djs e os roadies enrolaram um pouco porque até bem perto da hora de início, faltava muita gente pra chegar no lugar ainda. 
Só alguns pontos sobre a organização geral do show, esse foi meu primeiro show no Citbank, só achei que faltou alguma questão de indicação de placas e tal. E a distribuição do som poderia ser melhor.
Eita que esse post ficou grande, mas fui me empolgando lembrando de tudo... Podem ter tido alguns momentos ruins ou mal executados no show, não sei, não fiquei prestando atenção nisso e também sou bem tendenciosa, se gostei tanto do show, vou deixar registrado aqui só as partes boas e elogios, se querem ler coisas ruins, sempre tem os críticos profissionais, aqui é fã! rs, se bem que as críticas que andei lendo são praticamente todas de elogios. hehe, no post do Lolla vou citar mais de Arcade, mas daí nem tanto. Ahhh, e só espero que eles não levem mais 9 anos para voltarem para cá, e se demorarem tanto, tento ir atrás hehe.
It's never over (it's never over), It's never over (it's never over)...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lollapalooza 2012

O último domingo, dia 08/04 foi dia de Rock, bebê! 
Cantinho do Palco Butantã > Palco Cidade Jardim - By me
Pela primeira vez o Lollapalooza veio parar no Brasil. 
Não fui no sábado, dia de Foo Fighters. Acho que no dia 07 só queria ver o show de Joan Jett and the Blackhearts ("I don't give a damn 'bout my reputation"...) ahhh queria ter ouvido essa ao vivo). Enquanto rolava o Lolla no sábado, ficamos horas na Let´s Rock - A Exposição, bem bacana.

A ida ao festival foi tranquila, diferente de quando o show é no Morumbi por exemplo, deu pra ir tranquilamente de metrô, entrada tbm, chegamos por volta de meio dia então tava calmo ainda, pra colocar pulserinha de maior, comprar as baboseiras "oficiais" e o pillapalooza, e tirar a foto no mosh virtual. 

Shows
Adoro esse clima de festival de dia, povo andando de um lado pro outro, solzão, depois chuva com trovoada... o público muito bem receptivo, respeitando todas as bandas, foi o que eu consegui perceber. Diferentemente do Rock in Rio por exemplo.
Cascadura, que abriu o palco Butantã, mas esse só ouvimos de longe, enquanto nos preparávamos para o dia.

Depois foi o momento de um dos shows mais divertidos que eu já fui, Gogol Bordello, com o punk cigano, galera super animada, muito bom, e um Eugene que não largava a garrafa de vinho e cada integrante mais animado que o outro.
Gogol Bordello - By me e/ou minhas irmãs, rs
Depois de Gogol, ficamos pelo palco Butantã mesmo para Friendly Fires, outro show bacana e bem divertido, principalmente pelo vocalista Ed, que deve ter retirado as costelas pra poder rebolar tanto, pq vou te contar hein! rs ...Com direito a descer do palco e andar perto da galera. Grande show!
Friendly Fires - By me e/ou minhas irmãs, rs
Ainda continuamos no palco Butantã, agora já embaixo de chuva e trovoada para MGMT. O som tava meio estranho, acho que a chuva deve ter danificado algumas caixas de som. Mas mesmo assim o show do MGMT foi muito bom, na grade ainda. Ouvi Time to Prentend ao vivo, e ouvir Electric Feel com uns raios no fundo dá uma sensação ainda melhor. hehe... e ainda tem gente que acha MGMT chato, ah pára neh! 
MGMT - By me e/ou minhas irmãs, rs
Aí corre pro palco Cidade Jardim pra ver Foster the People, já bem cheio, lugar não muito bom, mas galera bem animada, um ótimo som, e com Mark usando bastante a passarela e indo pro povão. E claro, o melhor momento no show foi Pumped up kids.
Foster the People - By me e/ou minhas irmãs, rs
Tava rolando Jane´s Adiction e Velhas Virgens depois do Foster, demos uma passada pelos dois (e pior que poderíamos ter ficado mais tempo) e aí depois de muita enrolação (por nada) fomos para o Arctic Monkeys, claro que pela hora que chegamos e quantidade de gente, nosso lugar era uma m****, mas deu pra curtir. E que baita banda AM é ao vivo. E o que é a voz do Alex Turner num show? Sensacional! Tava vendo o Foo Fighters na tv no hotel no sábado, e só conseguia pensar em como a voz do Dave Grohl tava ruim ao vivo, mas já a do Alex... vozeirão!
Também estou adorando o "novo" visual bad boy anos 50 do Alex, combina com ele e com o som do AM. Tem gente que fala que o AM é uma banda muita parada (kkk), que não tem interação com o público, não acho! Principalmente nesse show, eles são meio tímidos por assim dizer, mas brincavam com o público, o Alex apontava, mexia no cabelo e até foi cantar na passarela. É um show que quero ver de novo, e melhor ainda se não for em festival, só eles. 
Mas foi muito bom! Público super animado, cantando junto, só poderia ser mais longo neh.
Arctic Monkeys - By me e/ou minha irmã, rs
Fui toda feliz ontem rever uns videos do Gogol Bordello no youtube e parece que a Multishow mandou tirar o que tinha passado na tv, não tem mais nada de shows completos. sadface! Agora temos que esperar as reprises.

O problema do Lollapalooza foi que o palco Cidade Jardim era muito baixo para tal público, ainda mais que o Jockey Club tem vários desníveis, foi sofrido ver o AM de longe com esse palco. Assim como a distância dos palcos e o público, pra que tão grande?? Mais que no show do Paul e do Rock in Rio.

Quanta a organização do festival, não tive problemas. Teve gente que reclamou da fila dos banheiros, pra pegar comida, bebida... não sofri com isso, era só andar mais um pouco que tinha outros banheiros e bares com menos fila. Saída foi tranquila também.
Maaassss.... como sempre ocorre em SP, o problema novamente foi o transporte na saída. Iriamos voltar de metrô, porém 23:40 a estação Butantã já estava fechada, com aglomero de pessoas querendo entrar, uma bagunça. Desistimos e voltamos de taxi, chinguei (kkk) um taxista que queria cobrar corrida fechada, andamos um monte até achar um livre, e qdo falei que tavam cobrando corrida fechada o nosso taxista (justo) já queria detalhes do taxista pra denunciar. hauahaua, mas não tinha.

Bom, gostei da experiência Lollapalooza. Quem sabe 2013 dependendo da Line-up, estaremos lá de novo. Queria ir num Lollapalooza no Chile tbm e ver Chico Trujillo. jeje