terça-feira, 12 de junho de 2012

Mudanças, by George Harrison


No documentário Living in the Material World: George Harrison, de Martin Scorsese, George fala sobre mudança, e fiquei com essas palavras na cabeça, grande George:


"As pessoas dizem que sou o Beatle que mais mudou.
Mas na verdade é como eu vejo a vida.
A não ser que você esteja consciente de Deus,
você tem que mudar, porque é um desperdício de tempo.
Todo mundo é tão limitado e tão inútil 
quando você pensa nas suas próprias limitações.
E tudo isso é para ser mudado, tentar fazer tudo cada vez melhor.
É disso que se trata o mundo físico, mudança."

E depois dessas palavras no documentário começa a tocar All Things Must Pass, música escrita nos tempos dos Beatles, que não foi usada em Let it be, e acabou parando no primeiro disco solo de George, All Things Must Pass, só considerado o melhor disco de um Beatle em carreira solo, de acordo.


All Things Must Pass
Sunrise doesn't last all morning

A cloudburst doesn't last all day
Seems my love is up
And has left you with no warning
But it's not always going to be this grey

All things must pass, all things must pass away


Sunset doesn't last all evening

A mind can blow those clouds away
After all this my love is up
And must be leaving
It has not always been this grey

All things must pass, all things must pass away


All things must pass
None of life's strings can last
So I must be on my way
And face another day

Now the darkness only stays at nighttime
In the morning it will fade away
Daylight is good
At arriving at the right time
It's not always going to be this grey

All things must pass, all things must pass away
All things must pass, all things must pass away


É sacanagem do Scorsese nesse documentário, "quase" choro nos depoimentos finais do Ringo e do Paul, e da Olivia e do Dhani...
E fica a dica para quem quer usar 4 horas para saber mais sobre esse grande gênio da música e da guitarra:  Living in the Material World: George Harrison. E tem também o livro por Olivia Harrison, com fotografias, cartas, histórias...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Let's Rock - A Exposição

Um sábado sem ter o que fazer em Sampa? Vai para o Ibirapuera! rs
Na verdade, melhor ainda do que ficar só passeando pelo Ibirapuera, é ir visitar a Let's Rock - A Exposição (na Oca do Ibirapuera, entrada pelo portão 3), iniciada em 04/04, mas que já está na sua última semana, fica em SP até dia 03/06. É, já tava com esse post empacado aqui faz um tempo.
Na primeira ida minha, no 1º fds da exposição, entramos na Let's Rock por volta do meio dia e pouco e só saímos quase 16:30, nem vimos o tempo passar.
Na segunda vez, estávamos em SP para o show do Noel Gallagher e aproveitamos para ir na Let's Rock para assistir o documentário The Love We Make, sobre o show de Paul McCartney no fatídico 11 de setembro, e dar mais uma passeada pela exposição. Sobre o documentário, é bacana, e o melhor é a reação do Paul e da Stella orgulhosos vendo o Zac Starkey tocando bateria com The Who "viu o Zac, filho do Ringo arrasando na bateria?!"
A primeira atração na exposição é um corredor em linha do tempo com mural com os principais acontecimentos do rock em cada ano, desde os anos 50, como a criação da Gibson Les Paul, anos 60 com lançamentos de discos dos Beatles e Stones, anos 90 com Oasis, anos 2000, com o histórico show dos Rolling Stones em Copacabana, e também as principais perdas do Rock durante esses 60 anos. No mesmo corredor, telões mostram fotos dos principais discos nacionais e internacionais lançados em cada década.
  
Diversas capas clássicas da revistas Rolling Stone e de todas as edições nacionais estão expostas.
Um dos grandes atrativos da exposição (entre vários) são as fotos de Bob Gruen (fotógrafo de gente como John Lennon, Rolling Stones, Kiss,...) e dos brasileiros Marcelo Rossi  e Rui Mendes.
Enquanto as fotos de Bob eram mais artísticas e promocionais, por assim dizer, as fotos dos fotógrafos brasileiros eram em sua grande maioria de shows que rolaram pelo Brasil. Aí, claro, que as preferidas são dos shows que você estava presente, do tipo as fotos dos shows do Rolling Stones no Rio, Ringo Starr em SP, Muse, U2 360º...
Dia 18/02/2006, dia histórico, pelo menos pra mim e pra mais de 1 milhão de pessoas que estavam na praia de Copacabana para presenciar o show do Rolling Stones, e a Let's Rock lembrou num espaço espacial para isso, uma montagem em 360º com o palco e o público, e tocando músicas do Stones ao vivo. 
 
Entre as fotos, existe um caminho por essas 6 décadas de rock, cada década tem seu "container" com posteres dos principais discos e artistas, e também com músicas que marcaram cada década. Meus preferidos: anos 60 e 2000. No 2000 nem dava vontade de sair, quando tava vazio era hora de pagar mico dançar (rs), meio óbvio quando toca MGMT, Franz, Arctic, Arcade...
Anos 50           -           Anos 60
Anos 70           -           Anos 80
Anos 90            -           Anos 2000
Agora eu entendo porque um primo meu sempre anda com palheta na carteira, diferentemente de mim, que sempre deixa as palhetas com o violão, e quando queria tocar violão e guitarra no stand da Tagima tava sem palheta, nas duas vezes! rs
A Tagima disponibilizou diversos violões, guitarras e baixos para a galera ficar tocando na exposição. Deu pra testar de quase tudo um pouco. 
Várias frases famosas sobre o rock estão expostas pela Let's Rock:
 
E a memorabilia também é algo a parte, dá pra ficar babando em discos, guitarras, objetos  autografados, entre outras coisas. 
Beatles
Disco de Ouro - Autógrafo de John Lennon - Hofner autografado por Paul
Quero todos!
Cachorro Grande: Letra e o baixo que caiu na cabeça do Beto Bruno 
Jimmy Page - Ozzy Osbourne - Gene Simmons
Rolling Stones
Se tudo isso já não bastasse, ainda tem shows, pockets shows, palestras, workshops, exibições de documentários durante todo o período da exposição. A Let's Rock é uma realização da Hey Ho! Entretenimento!
É a maior exposição do Rock 'n Roll já realizada na América Latina, maaass como fã da música latina, senti falta de algo dedicado ao rock latino, talvez alguma menção ao Soda Stereo, Fito Páez, Sandro, Café Tacvba...
A música tocando em todos ambientes, gelo seco, uma atmosfera de rock mesmo, o espaço da Oca combinou com a exposição, curti! 
E a melhor coisa depois de sair da exposição, foi poder alugar uma bicicleta e dar umas voltas pelo Ibirapuera.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Paul McCartney, round 3 e em Santa Catarina!!!

Depois de 21/11/2010 (SP) e 22/05/2011 (RJ), [experiência aqui 1, 2 e 3] chegou o momento de 25/04/2012 (SC) virar histórico!! 
What if it rains? We didn't care!
Na época do show do Paul McCartney no Brasil em 2011, se comentava que ele voltaria ao Brasil por volta de 2012, 2013 para a On the Run Tour, e que pretendia tocar em cidades onde ele nunca havia tocado, aí a gente já falava: "será Floripa, será Floripa, será Floripa", e não deu outra. Os rumores iam aumentando, e em março de 2012, foi confirmado o show dele, Sir. Paul, aqui no meu querido estado, cerca de 2 horas de distância da minha cidade!! 
Aí claro, aquela correria, divulgam a data, já começam a venda de ingressos... dessa vez com problemas, a organização do Grupo RBS, Zetkis e PlanMusic NÃO vendeu meia entrada para os setores cadeiras, cadeiras cobertas e gramado premium, e para piorar, as meias entradas estavam sendo vendidas APENAS em Florianópolis, bom, isso já falei por aqui antes.
Comprei o ingresso gramado premium sem o desconto que me cabia, quase que fui no Procon e a petição para entrar no juizado espacial tava quase pronta, mas aí decidi pagar um mico, fazer um vídeo e ganhei ingresso premium da promoção do JA. Apareci na tv em 3 dias, todo mundo que encontro fica comentando, pelo menos consegui vender o ingresso e fui (quase) de graça para o show. rs

Bom, mas vamos para a parte boa!!
O melhor do show ser no meu estado é que não tem gastos com passagens, diárias de hotel, e ainda contamos com a boa vontade da prima em nos hospedar e ficar aturando a gente incomodando. 
Ida, tranquilíssima, de carro, deixamos o carro num estacionamento perto do aeroporto e da Ressacada, e de lá fomos a pé. Mais barato, e não precisava pegar os ônibus disponibilizados para quem estacionava nos bolsões (terrenos do governo de SC que para usar tinha que pagar, oi?!). 
Chegamos no final da manhã, fila bem pequena comparado ao mesmo horário nos shows de SP e RJ. Espera tranquila, banheiros químicos com torneiras (importante), lanchonetes, tudo próximo, a espuminha pra ajudar a encarar as horas sentadas foi muito útil, tanto na fila quanto lá dentro do estádio.
Ahhh, e como sou pobre, ainda não foi dessa vez que consegui comprar o Hot Sound, de consolação deu pra ouvir o Paul cantando Calico Skies!! Quase morri! rs
Aííí... o dj Chris Holmes, amigo do Paul tocando, lugar pra ver o show escolhido (na frente do Rusty, pela 3 fila), já é quase 21:00, o dj pára, e começa aquele vídeo com imagens da vida do Paul. 
1ª foto da noite    -  1ª fala com o público    - All My Loving
21:30, começa o gelo seco, e lá está ele, Paul McCartney, de novo, não foi a mesma emoção da 1ª vez que vi ele, mas mesmo assim, faz tremer (rs). 
A base do setlist continua parecida com o da Up and Coming Tour, mas foi phoda bom demais ouvir pela primeira vez Magical Mystery Tour (nos outros tinha sido Venus and Mars e Hello, Goodbay de entrada). 
A segunda também foi novidade em ouvir ao vivo, Junior´s Farm (let´s go, let´s go, let´s go, let´s go...).
A primeira fala em português foi "Olá, manézinhos", e o tradicional "essa noite vou falar pocadinho português, mas vou falar mais inglês". Pena que só citou Santa Catarinense 1 vez. mimimi rs
Em Sing the Changes, ahhh, Sing the Changes que eu tanto adoro!! Eu e a minha irmã cada uma levantou um cartaz sobre STC, Paul ficou lendo durante a música, e solta um "oooo Sing the Changes"!!! Ao final da música me atrevo a dizer que fui eu quem puxou o coro "ooOO, ooOO, ooOO" pelo lado esquerdo, que até Paul cantou depois! rs
Logo em seguida foi a vez de The Night Before (aahhh.. the night before), também ao vivo pela 1ª vez!! Dançante, alegre, e me lembrou os antigos tempos nos finados Cais 90 e Double Phase em que as bandas tocavam essa. E acho que foi por essa hora que começou a chover na Ressacada. Tava nem aí!! Esqueci da capa na bolsa e deixei minha câmera molhar mesmo. Pra mim, a chuva foi algo a mais no show, tornou o show ainda melhor, sério. E nem fiquei gripada depois!! rs
Let me roll it - Paperback Writer (e a Gibson original da gravação) -  brincando com o público no piano
Paul vai pela 1ª vez ao piano para tocar The Long and Winding Road, 1985, e uma das mais aguardadas por mim, My Valentine (falando nela, é prazeroso ouvir o álbum Kisses on the Bottom), em My Valentine, para melhorar ainda mais, no telão aparece o clipe dirigido pelo Paul, com Natalie Portman  e Johnny Depp, e no público, balões e corações vermelhos. Lindo!! Essa tinha sido para Nancy.
Então Linda foi lembrada com Maybe I´m Amazed, melhor música para se cantar berrar junto!! Adoro!!
My Valentine: Natalie Portman e Johnny Depp! Paul momento "Família McCartney S2" kkk
Hope of Deliverance foi tocada pela primeira vez no Brasil, com toda a banda de Macca atacando só nos instrumentos de cordas, uma delícia!! 
Hope of Deliverance - Abe dançando em Dance Tonight - Mandolin
Blackbird, como sempre, sem comentários, linda!! 
Em Here Today, fotos de John Lennon pela galera, algumas já destruídas pela chuva, pena. Mas, sempre uma ótima homenagem de Macca para John, povo chorando. 
Dance Tonight!! Levantei outro cartaz, referente Dance Tonight, antes de começar a música, Paul lê e solta um "it´s fine" hehehehe
Mrs. Vandebilt, me diverto com essa sempre e muito, na hora do refrão, eu, minha irmã e minha prima com um cartazinho cada um escrito "HO" "HEY e "HO", novamente Paul lê, solta um sorriso e depois um "HEEEEEYYYYY" ... a procura de videos do telão desse momento. rs
Antes de Something, Paul imprevisou Ram on, a pedido de um fã. Se pudesse pedir uma para ele tocar seria Calico Skies, ou Here, There and Everywhere, ou... rs. Something é sempre aquela beleza, mais gente chorando, imagens do grande George Harrison no telão, aquele refrão de se esguelhar, lindo, lindo!! 
Acaba Something e o público começa a gritar "Ringo, Ringo, Ringo" pegando o embalo de homenagens pedindo Yellow Submarine. E Paul atende, toca um pedacinho, mas já é algo. 
Something e o pedacinho de Yellow Submarine
Aí seguiram mais clááássicas e ótimas, Ob-la-di, Ob-la-da (adoro, adoro e adoro!! Falem mal que eu soco! rs), Back in the U.S.S.R. (uhhhhh uhh uhh uhh), I´ve Got a Feeling (...Everybody had a wet dream, everybody saw the sunshine, oh yeah, oh yeah...), A Day in the Life (sempre excelente), o grito de paz de John Lennon Give Peace a Chance, Let it Be (comentar essa nem precisa), Live and Let Die, ahhhh, já tinha achado a sensação dessa quente em SP e RJ, mas aqui em SC foi mais quente ainda, e não adianta, sempre levo um susto vários sustos com as explosões, para mim, melhor momento do show, pra pular, berrar, quedar muy loca!! rs. E pra fechar a primeira parte do show: Hey Jude!!! Sem o mar de NaNaNas do Rio em 2011, mas sempre lindo, público todo cantando junto, aparecendo no telão, Paul falando "istopor", foi isso mesmo??!! kkkk... ah, e a quando aparece a bandeira de Santa Catarina no telão (algumas vezes) era eu, ainda procurando um vídeo de alguém mais de longe que apareça. rs
Live and Let Die e o que deu pra pegar... rs
Aquele primeiro bis já tradicional: Paul segurando a bandeira do Brasil e Paul ‘Wix’ Wickens a da Grã-Bretanha, e de músicas, as clássicas dos The Beatles: Lady Madonna, Day Tripper e Get Back.
Give Peace a Chance - Hey Jude - Fim de algum bis
Segundo e último bis, Yesterday, de arrepiar como sempre, o estádio inteiro cantando.
Paul incluiu apenas nesse show de SC, Birthday, em homenagem a um casal da produção dele que ganhou um filho no dia anterior, garoto de sorte esse Nathaniel. O melhor, foi a cara do Paul em They say it's your birthday, it's my birthday too" quando eu apontei para mim em it´s my birthday too... (tinha sido 10 dias antes, mas conta como presente de aniversário hehehe) 
Aí veio I saw her standing there, (outra pela 1ª vez pra mim ao vivo), dançando e pulando loucamente, anos 60 feeling hehehe ...deu pena não ter tido Helter Skelter, mas por finalmente ter ouvido I Saw Her... valeu a pena!!
Caras de Paul durante o show
Golden Slumbers, Carry That Weight e The End pra fechar com chave de ouro. 1ª vez que ouvi ao vivo Golden Slumbers/Carry That Weight, então imagina o estado, berrando adoidada, com as mãos na cabeça, já encharcada da chuva. kkk


Setlist do show.
Aí, acabou, mimimi, pior que esse nem senti o cansaço, a sensação de "mas já acabou" foi demais, passou muito rápido esse show, aguentaria mais uma hora no mínimo tranquila.
Foi um show bem mais tranquilo, divertido, público mais educado, sem aperto.
Paul estava muito solto, descontraído, brincando, até zoando um pouco do público, como quando imitou uma guria histérica, e sempre com aquela atenção total ao público, carismático, um verdadeiro Sir.


Voltar pra casa que foi o problema, a Ressacada fica tipo num buraco, só pode! Apenas 1 via para todo o público sair, sem contar o trânsito local e o do aeroporto de Florianópolis. Ficamos APENAS 2 horas paradas tentando ir embora, mas ainda bem que deixamos o carro no estacionamento perto do aeroporto, pq a galera que deixou nos bolsões de estacionamento da organização ficou esperando entrar nos ônibus cerca de 1 hora em pé, na chuva, gente com crianças pequenas, foi feio, teve pessoas que ganharam pulseiras dos bolsões errados... Pelo menos tava no carro, quase dormindo kkk. Aí depois disso foi 1 hora de soninho, um café da madrugada feito pela prima e dirigir até Joinville, com aquela sensação que só um show do Paul te dá, que tudo valeu a pena!!!


Agora, os rumores são referente aos shows em 2013 no Brasil, pode rolar em SP, RJ e MG, se mais 2 países vizinhos fecharem também. Ou seja, muito provavelmente que teremos Paul no BR em 2013 tbm. Os argentinos tão "muy locos" pela volta dele por lá, e muito provável que o Chile tbm. 
Texto no site do Paul sobre o show em Floripa: What if it rains? They didn't care! An unforgettable show in Florianopolis, Brazil
Poxa, me empolguei!! Então, é isso, “And in the end, the love you take is equal to the love you make.”

domingo, 6 de maio de 2012

Bob Dylan em São Paulo

E depois de presenciar shows de Rolling Stones e dos 2 Beatles vivos, no dia 22/04/12 tive a oportunidade de ir num show de mais uma lenda: Bob Dylan!
Adorei a "calmaria" da entrada, nada de ficar horas numa fila e depois horas dentro do estádio esperando o show começar... no Bob, chegamos menos de 1 hora antes, comemos pipoca, tomei cerveja (coisa rara pra mim em shows, pra evitar a ida ao wc hehe), entramos e o nosso lugar tava ali, marcadinho.
Era o segundo dia de Bob Dylan em São Paulo, o primeiro show, no sábado (21/04) lotou, mas no domingo não, as cadeiras na parte central estavam vagas, mas nada que prejudicasse o resultado do show. E sim, os preços dos ingressos estavam meio (muito) salgados em SP. 

Apagam as luzes, começa o show, som de guitarra, acendem as luzes e Bob Dylan já surge com o característico chapéu sentadinho no piano tocando "Leopard...
A segunda foi It Ain´t Me, Babe, nada contra, mas adoraria ouvir Don't Think TwiceIt's All Right no lugar, como foi em outros shows.
O show correu bem, grandes solos de guitarra, de gaita, banda afiada, mudando e brincando com o andamento das músicas...
Um dos melhores momentos do show foi em uma das minhas preferidas Ballad of a Thin Man, em que a galera que estava sentada nas cadeiras se levantou e foi na frente do palco (pena que eu tava nas poltronas mimimi, rs), forma como deveria se ver um show do Dylan.

O único momento em que Dylan pára de cantar é para apresentar seus músicos (grandes!!), ele não solta nem um "Hi" para o público, mas para que neh?! Nem os telões do Credicard Hall foram ligados, tudo estava voltado para o palco. A única coisa que importa ali é a música, e ele faz divinamente. Não vou ficar aqui enaltecendo as letras de Dylan porque isso é óbvio, não é necessário.
Tá certo que a voz desse americano de 70 anos já não é mais a mesma, em vários momentos (de onde eu estava pelo menos) demorava para identificar o que ele estava cantando. Mas isso pouco importa ao presenciar a presença de tamanha lenda no palco e ouvir ao vivo cláááássicos como Like a Rolling Stone,  Blowin' In The Wind, Highway 61 Revisited...


Setlist do dia 22/04, Never Ending Tour:
  1. Leopard-Skin Pill-Box Hat 
  2. It Ain't Me, Babe 
  3. Things Have Changed 
  4. Tangled Up In Blue 
  5. Beyond Here Lies Nothin' 
  6. Not Dark Yet 
  7. Summer Days 
  8. Simple Twist Of Fate 
  9. High Water (For Charley Patton) 
  10. Tryin' To Get To Heaven 
  11. Highway 61 Revisited 
  12. Forgetful Heart 
  13. Thunder On The Mountain 
  14. Ballad Of A Thin Man 
  15. Like A Rolling Stone 
  16. All Along The Watchtower 
  17. Encore: Blowin' In The Wind
Foi meio surreal, num domingo vejo Bob Dylan, já na quarta-feira vejo Paul McCartney no meu estado, e na outra quarta Noel Gallagher... tipo, agora como bater isso??! rs
Até mais...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lollapalooza 2012

O último domingo, dia 08/04 foi dia de Rock, bebê! 
Cantinho do Palco Butantã > Palco Cidade Jardim - By me
Pela primeira vez o Lollapalooza veio parar no Brasil. 
Não fui no sábado, dia de Foo Fighters. Acho que no dia 07 só queria ver o show de Joan Jett and the Blackhearts ("I don't give a damn 'bout my reputation"...) ahhh queria ter ouvido essa ao vivo). Enquanto rolava o Lolla no sábado, ficamos horas na Let´s Rock - A Exposição, bem bacana.

A ida ao festival foi tranquila, diferente de quando o show é no Morumbi por exemplo, deu pra ir tranquilamente de metrô, entrada tbm, chegamos por volta de meio dia então tava calmo ainda, pra colocar pulserinha de maior, comprar as baboseiras "oficiais" e o pillapalooza, e tirar a foto no mosh virtual. 

Shows
Adoro esse clima de festival de dia, povo andando de um lado pro outro, solzão, depois chuva com trovoada... o público muito bem receptivo, respeitando todas as bandas, foi o que eu consegui perceber. Diferentemente do Rock in Rio por exemplo.
Cascadura, que abriu o palco Butantã, mas esse só ouvimos de longe, enquanto nos preparávamos para o dia.

Depois foi o momento de um dos shows mais divertidos que eu já fui, Gogol Bordello, com o punk cigano, galera super animada, muito bom, e um Eugene que não largava a garrafa de vinho e cada integrante mais animado que o outro.
Gogol Bordello - By me e/ou minhas irmãs, rs
Depois de Gogol, ficamos pelo palco Butantã mesmo para Friendly Fires, outro show bacana e bem divertido, principalmente pelo vocalista Ed, que deve ter retirado as costelas pra poder rebolar tanto, pq vou te contar hein! rs ...Com direito a descer do palco e andar perto da galera. Grande show!
Friendly Fires - By me e/ou minhas irmãs, rs
Ainda continuamos no palco Butantã, agora já embaixo de chuva e trovoada para MGMT. O som tava meio estranho, acho que a chuva deve ter danificado algumas caixas de som. Mas mesmo assim o show do MGMT foi muito bom, na grade ainda. Ouvi Time to Prentend ao vivo, e ouvir Electric Feel com uns raios no fundo dá uma sensação ainda melhor. hehe... e ainda tem gente que acha MGMT chato, ah pára neh! 
MGMT - By me e/ou minhas irmãs, rs
Aí corre pro palco Cidade Jardim pra ver Foster the People, já bem cheio, lugar não muito bom, mas galera bem animada, um ótimo som, e com Mark usando bastante a passarela e indo pro povão. E claro, o melhor momento no show foi Pumped up kids.
Foster the People - By me e/ou minhas irmãs, rs
Tava rolando Jane´s Adiction e Velhas Virgens depois do Foster, demos uma passada pelos dois (e pior que poderíamos ter ficado mais tempo) e aí depois de muita enrolação (por nada) fomos para o Arctic Monkeys, claro que pela hora que chegamos e quantidade de gente, nosso lugar era uma m****, mas deu pra curtir. E que baita banda AM é ao vivo. E o que é a voz do Alex Turner num show? Sensacional! Tava vendo o Foo Fighters na tv no hotel no sábado, e só conseguia pensar em como a voz do Dave Grohl tava ruim ao vivo, mas já a do Alex... vozeirão!
Também estou adorando o "novo" visual bad boy anos 50 do Alex, combina com ele e com o som do AM. Tem gente que fala que o AM é uma banda muita parada (kkk), que não tem interação com o público, não acho! Principalmente nesse show, eles são meio tímidos por assim dizer, mas brincavam com o público, o Alex apontava, mexia no cabelo e até foi cantar na passarela. É um show que quero ver de novo, e melhor ainda se não for em festival, só eles. 
Mas foi muito bom! Público super animado, cantando junto, só poderia ser mais longo neh.
Arctic Monkeys - By me e/ou minha irmã, rs
Fui toda feliz ontem rever uns videos do Gogol Bordello no youtube e parece que a Multishow mandou tirar o que tinha passado na tv, não tem mais nada de shows completos. sadface! Agora temos que esperar as reprises.

O problema do Lollapalooza foi que o palco Cidade Jardim era muito baixo para tal público, ainda mais que o Jockey Club tem vários desníveis, foi sofrido ver o AM de longe com esse palco. Assim como a distância dos palcos e o público, pra que tão grande?? Mais que no show do Paul e do Rock in Rio.

Quanta a organização do festival, não tive problemas. Teve gente que reclamou da fila dos banheiros, pra pegar comida, bebida... não sofri com isso, era só andar mais um pouco que tinha outros banheiros e bares com menos fila. Saída foi tranquila também.
Maaassss.... como sempre ocorre em SP, o problema novamente foi o transporte na saída. Iriamos voltar de metrô, porém 23:40 a estação Butantã já estava fechada, com aglomero de pessoas querendo entrar, uma bagunça. Desistimos e voltamos de taxi, chinguei (kkk) um taxista que queria cobrar corrida fechada, andamos um monte até achar um livre, e qdo falei que tavam cobrando corrida fechada o nosso taxista (justo) já queria detalhes do taxista pra denunciar. hauahaua, mas não tinha.

Bom, gostei da experiência Lollapalooza. Quem sabe 2013 dependendo da Line-up, estaremos lá de novo. Queria ir num Lollapalooza no Chile tbm e ver Chico Trujillo. jeje